Rimworld: Odyssey — Uma história bem contada!
O Central Comics recebeu a honra de experimentar o mais recente DLC Rimworld: Odyssey e embarcou numa aventura épica ao leme de um dos melhores jogos de sempre!
Jogo: Rimworld: Odyssey
Disponível para: PC
Plataforma testada: PC
Estúdio: Ludeon Studios
Editora: Ludeon Studios
Sinopse de Rimworld: Odyssey
Desenvolve a tua colónia num planeta hostil para sobreviver a tudo e mais alguma coisa neste simulador de psicologia, combate, relações, diplomacia, ecologia, clima, biomas, artes, medicina, comércio e muito mais.
Pelo caminho, cria histórias inesquecíveis e irrepetíveis.
Análise TLDR de Rimworld: Odyssey
Rimworld: Odyssey traz novos elementos, variantes, biomas, armas, sistemas e, acima de tudo, profundidade a um jogo que já era famoso pela capacidade de criar histórias únicas em cada partida.
Todos temos uma espécie de lista de jogos favoritos, seja Top 10, Top 5, ou mesmo um único favorito isolado. Para mim, Rimworld encontra-se, sem dúvida, no meu Top 3 de melhores jogos de sempre. O DLC Odyssey não se desvia da qualidade do jogo base e apresenta-se como um dos melhores DLC lançados até agora.
História de Rimworld: Odyssey
Rimworld é um planeta longínquo e hostil, onde quase tudo parece querer matar-nos e nos obriga a puxar pela cabeça para sobreviver. Existem vários cenários de jogo, desde assumirmos uma pequena tripulação de náufragos cósmicos, de uma tribo de nativos primitivos, de um turista rico, de alguém que acorda completamente nu e sem memória, e muito mais. Apesar de existir este contexto de ficção científica, Rimworld não tem uma história, tem milhões de histórias — e é criada uma nova a cada partida iniciada.
Jogabilidade de Rimworld: Odyssey
Que dizer sobre um jogo com mecânicas tão variadas? Bom, comecemos pelo mais básico: Rimworld é um colony builder/survival de ficção científica. Cabe-nos gerir inúmeros aspetos relacionados com a sustentabilidade e prosperidade da nossa colónia, assim como as necessidades individuais de cada colono, a diplomacia com outras fações e a defesa contra ameaças infinitas (incluindo fações hostis, animais selvagens, alienígenas, mecanoides homicidas e muito mais). Porém, a gestão de cada um destes aspetos é incrivelmente variada e profunda — e é precisamente isto que torna cada partida uma experiência diferente, visto que é impossível controlar tantas variáveis em jogo. Impossível seria também descrever todas as mecânicas do jogo, pelo que deixo apenas uma breve descrição das que me parecem mais “primárias”, se é que este termo voz faz sentido:
Colonos: cada colono é um indivíduo distinto com as suas próprias características (que lhes permitem executar algumas tarefas de forma mais eficiente do que outras, como construir, fabricar, disparar, cultivar, cozinhar, etc.), preferências (traços de personalidade que afetam a jogabilidade, como piromaníacos, canibais, nudistas, génios, etc.) e necessidades (fome, cansaço, frio, calor, felicidade, conforto, etc.) que temos de ter em conta. Dada a proximidade que temos com os colonos para tomar conta deles, acabamos por nos afeiçoar por alguns, o que revela um dos aspetos, para mim, mais interessantes e ímpares deste jogo: damos por nós a tomar decisões com base em afeto por um personagem, em vez de termos o bem geral da colónia em conta;
Construção e indústria: a construção é livre e abre as portas à criatividade arquitetónica, permitindo-nos criar estruturas fantásticas, seja visualmente ou a pensar na eficiência. Existe uma ampla variedade de materiais com diferentes características com que podemos construir ou fabricar, desde madeira e aço, até ouro e urânio. As linhas de produção também são bastante profundas e obrigam—nos a pensar numa disposição eficiente da colónia e em infraestruturas para a produção, como produção de eletricidade.
Planeta vivo: Rimworld é um planeta extenso com muitos elementos “vivos” e em movimento. Praticamente tudo tem influência no decorrer do jogo, numa simulação intensa que nos permite interagir com a maioria das coisas que integram este mundo. Seja animais que podemos caçar, domesticar ou ignorar e que podem ser inofensivos ou nos querer matar e/ou comer, passando por outras fações que nos podem atacar ou com quem podemos colaborar, até perigos ancestrais de quem nos temos de proteger. Mas não é só. O clima também é um fator vital na jogabilidade e pode ditar o êxito ou o falhanço da colónia. Além disso, existem diversos outros elementos, como poluição, bioma e etc. com que temos de contar. Neste jogo, tudo está vivo.
Contadores de histórias: os acontecimentos no jogo são determinados por uma IA contadora de histórias. Sem mods (existem centenas, se não milhares de mods que tornam o jogo infinitamente repetível), há 3 contadores de histórias para escolher: Phoebe Chillax, uma IA calma que tende a ser consistente e a nos dar algum espaço entre acontecimentos; Cassandra Classic, a contadora de histórias padrão de Rimworld, que tende a ser equilibrada com a intensidade dos acontecimentos, mas que pode bem virar-nos a vida do avesso num instante; e o mais célebre de todos, Randy Random, uma IA imprevisível que tanto pode estar algum tempo sem intervir, como nos pode atingir com tudo e mais alguma coisa ao mesmo tempo. Os contadores de histórias são cruciais para criar a experiência sandbox característica de Rimworld, já que, podemos criar uma supercolónia para derrotar uma nave espacial alienígena numa partida, para noutra sermos atacados por um bando de 20 Golden-Retriviers homicidas que assassinam todos os colonos logo ao início. Em Rimworld, quase tudo é possível, mesmo aquilo que nunca nos passaria pela cabeça.
Loosing Is Fun: apesar de ter vários endgames possíveis, o verdadeiro valor de Rimworld é a própria experiência e a história vivida, que pode ser a ganhar, mas, surpreendentemente, é a perder que o jogo brilha. É daqui que provém a expressão Loosing Is Fun, cunhada inicialmente em Dwarf Fortress pelas mesmas razões. As melhores histórias são geradas em momentos de crise, por exemplo: tive uma colónia destruída por um incêndio causado por um boomalope (animal que produz combustível) que explodiu no meu celeiro depois de ficar doente, pegou fogo aos animais todos que estavam próximos (incluindo outros boomalopes que também acabaram por explodir) que, por sua vez, começaram a fugir em pânico e a pegar fogo a tudo o que tocavam — aprendi uma lição e tive muito mais cuidado com estes bichos em partidas futuras; na colónia do Central Comics que estamos a partilhar no YouTube, a colónia quase foi dizimada por uma onda de calor extremo, mas dois dos colonos conseguiram resistir e recuperar, apenas para, mais tarde, um deles ter uma depressão que o impulsionou a ir roubar geleia de inseto — o problema é que esta geleia se encontrava no meio de um ninho de insetos carnívoros gigantes… E é assim que se ultrapassa a acentuada curva de aprendizagem: experimentamos, perdemos, voltamos a tentar, perdemos por outra razão e repetimos. Pelo caminho, criamos histórias inesquecíveis.
Quanto ao DLC Odyssey propriamente dito, acrescenta ainda mais a isto tudo, com 2 novos modos de jogo (construir a nossa própria nave para nos movermos livremente pelo planeta ou embarcar numa nave perseguida por uma poderosa IA), novas mecânicas que se encaixam perfeitamente na atmosfera (construção de naves, nadar, a IA tem novas estratégias, há novos objetos com novas interações), novos biomas, novos animais e, acima de tudo, muitas, mas mesmo muitas novas aventuras.
Gráficos e som de Rimworld: Odyssey
Os gráficos e o som de Rimworld: Odyssey seguem a linha do jogo vanilla, elevados um pouco pela inclusão de novos elementos acompanhados pelos devidos efeitos sonoros e arte visual.
O estilo artístico é inconfundível (sem esquecer que se baseia no apresentado em Prision Architect) e os efeitos sonoros ajudam ainda mais com a imersão. Já a banda sonora, tornou-se icónica no mundo dos videojogos e é até amplamente usada noutros contextos.
Postas de pescada e um par de botas
Rimworld: Odyssey acerta em tudo o que me agrada nos videojogos. Pessoalmente, considero este o Rei dos simuladores de colónias (deixo a Dwarf Fortress reservado o direito a contestar este título, mas ainda terei de experimentar antes de poder comparar), é um jogo com o potencial de proporcionar horas infinitas de entretenimento (não é raro encontrar jogadores com milhares de horas jogadas), é incrivelmente imersivo e conta com uma comunidade idílica.
Como devem ter notado, não referi pontos negativos… porque não me consigo lembrar de nenhum. Poderia mencionar que a curva de aprendizagem é imponente, mas um dos aspetos mais divertidos do jogo (Loosing Is Fun) acaba por anular o lado negativo, pois já estamos a aproveitar ao máximo enquanto estamos a aprender.
Na minha opinião, de mãos dadas com o jogo base, Rimworld: Odyssey continua com o seu lugar garantido como um dos melhores jogos de sempre.
+++
Sandbox, imersão, profundidade, excentricidade e jogabilidade.
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Curva de aprendizagem acentuada.
Classificação: 10/10
Este é o meu primeiro (e único) 10/10 atribuído a um jogo. Admito que haja até quem não goste de Rimworld (por exemplo, quem não goste do género colony builder/survival) e isso é normal e completamente legítimo, mas parece-me muito difícil encontrar aspetos negativos a apontar a não ser “não gosto”. Seja como for, recomendo vivamente este título a absolutamente todos os gamers.
Rimworld: Odyssey está disponível no Steam a 23,49 € (jogo base a 31,99 €)
Para terminar, fica a dica indispensável: lembram-se do que o Forrest Gump dizia? “Life is like a box of chocolates — you never know what you are going to get”. Neste caso, os chocolates podem ser um ciborgue homicida acompanhado por um bando de ratazanas raivosas que só nos querem arrancar a cara à dentada. Gostas de chocolate? Toma lá chocolate!
Gameplay Rimworld: Odyssey:
Trailer de Rimworld: Odyssey:

Gamer inveterado que não dispensa uma boa série e nunca diz ‘não’ a uma sessão de cinema… Com pipocas, se faz favor!






