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O Velho e a Espada: surreal, irreverente e imperdível

Depois de conquistar plateias no MotelX e no prestigiado Fantasia International Film Festival, o filme português O Velho e a Espada, de Fábio Powers, prepara-se para estrear nas salas nacionais a 23 de outubro, com distribuição da Cinetoscópio.

O Velho e a Espada

Mais do que um filme, trata-se de uma experiência inclassificável: uma fábula embriagada que mistura maldições rurais, humor negro, folclore português e uma espada falante, numa viagem que promete surpreender e desafiar o público.

Antes da estreia, o mundo insólito de O Velho e a Espada vai invadir o Lounge MotelX, em Lisboa, entre 12 e 14 de setembro. O público terá acesso a uma gaming station exclusiva, onde poderá experimentar o jogo inspirado no filme, conversar com o realizador Fábio Powers, o game designer Marco Santos e o artista VFX Jules Spaniard, além de participar em sorteios com brindes únicos.


Sinopse:
Das assombradas florestas da Beira Baixa nasce uma energia maléfica. Sem temer Deus ou Homem, percorre os vales colhendo almas dos que se distraem com os fugazes prazeres do imediato. A única coisa que separa estas entidades do apocalipse final é um improvável herói: um reformado da construção civil, uma garrafa de vinho, uma Zundapp 50 e uma espada possuída pelo espírito de um estranho demónio.

O Velho e a Espada

Na história, um reformado da construção civil – interpretado pelo carismático António da Luz, a fazer de si próprio – descobre, entre copos de vinho e alucinações místicas, que pode ver as almas dos vivos. O seu destino cruza-se com uma espada possuída por um demónio, com voz de João Loy (icónico Vegeta de Dragon Ball), e juntos embarcam numa batalha contra forças obscuras vindas das florestas da Beira Baixa.
O elenco inclui ainda Marlon Fortes, Sara Fernandes Fortes, Horácio Jorge,  João Pedro Lopes, José Freixo e participação especial de Luís Aleluia como Fernando Pessoa. O Velho e a Espada conta ainda com forte participação da comunidade local, nomeadamente do grupo Váatão Teatro e da Associação Marafona Encantada).

O Velho e a Espada

O resultado é um delírio cinematográfico que funde o espírito do cinema de série B com influências de Sam Raimi, Peter Jackson e do tokusatsu japonês, sem esquecer ecos de Jodorowsky e do nosso teatro popular.

O Velho e a Espada

Do design cyberpunk-medieval da espada (criada por Anna Cernawsky e Paula Nunes) ao trabalho coletivo de grupos artísticos locais, O Velho e a Espada prova que é possível fazer cinema de risco em Portugal, mesmo com recursos limitados.

Entre o grotesco e o poético, entre o riso e o terror, o filme constrói uma alegoria poderosa sobre exclusão, trauma e regeneração, afirmando-se como um dos títulos portugueses mais originais do ano.

O Velho e a Espada estreia a 23 de outubro nas salas nacionais. Prepare-se para ver Portugal como nunca foi filmado.

Ricardo Lopes

Começou a caminhar nos alicerces de uma sala de cinema, cresceu entre cartazes de filmes e película. E o trabalho no meio audiovisual aconteceu naturalmente, estando presente desde a pré-produção até à exibição.

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