O Filho de Mil Homens: vem aí filme inspirado na obra de Valter Hugo Mãe
A Netflix divulgou as primeiras imagens de O Filho de Mil Homens, filme baseado no romance homónimo de Valter Hugo Mãe, um dos mais reconhecidos autores da literatura contemporânea em língua portuguesa.
A longa-metragem, com estreia global prevista para 2025 na plataforma de streaming, é realizada e adaptada por Daniel Rezende (Bingo: O Rei das Manhãs, Turma da Mónica: Laços) e conta com Rodrigo Santoro, Miguel Martines, Rebeca Jamir e Johnny Massaro nos papéis principais.
Esta é a primeira vez que uma obra de Valter Hugo Mãe é adaptada ao cinema, marcando um momento de especial relevância para o cruzamento entre literatura e audiovisual no espaço lusófono. O romance, originalmente publicado em 2011, tornou-se um verdadeiro fenómeno editorial e é agora adpatado para o ecrã com o apoio da Netflix, numa produção da Biônica Filmes e da Barry Company.
O filme acompanha a história de Crisóstomo (Rodrigo Santoro), um pescador solitário que, aos quarenta anos, deseja profundamente ter um filho. A sua vida transforma-se quando encontra Camilo (Miguel Martines), um menino órfão que decide acolher. A eles juntam-se Isaura (Rebeca Jamir), uma mulher a fugir do seu próprio passado, e Antonino (Johnny Massaro), um jovem marginalizado que encontra finalmente um espaço de pertença. Unidos pelo afecto e pela aceitação mútua, estes quatro personagens redescobrem o verdadeiro significado da palavra família.
As primeiras imagens, filmadas entre Búzios (no litoral do Rio de Janeiro) e a Chapada Diamantina (na Bahia), revelam um filme de grande sensibilidade visual e carga emocional. Estas estarão em exposição na casa literária Esquina piauí + Netflix, durante a 23.ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP).
No mesmo espaço, o escritor Valter Hugo Mãe participará num encontro especial com o realizador Daniel Rezende e com Higia Ikeda, líder de filmes da Netflix Brasil, onde serão discutidos os desafios da adaptação e os temas centrais da obra: a solidão, a filiação, a reconstrução de afectos e a busca de um sentido para a vida.
Para além dos protagonistas, o elenco conta ainda com a participação de nomes como Antonio Haddad, Grace Passô, Carlos Francisco, Inez Viana, Juliana Caldas, Lívia Silva, Tuna Dwek e Marcello Escorel. A direcção de fotografia é de Azul Serra e a direcção de arte de Taísa Malouf, com banda sonora original de Fábio Góes.
Com O Filho de Mil Homens, Valter Hugo Mãe vê finalmente o seu universo literário chegar ao cinema, num gesto que pode abrir caminho a novas adaptações e a uma maior divulgação do seu trabalho junto de uma audiência universal.
A expectativa em torno do filme é elevada — e estas primeiras imagens só vêm confirmar que estamos perante uma obra que promete emocionar, inspirar e fazer pensar.
A produção cinematográfica brasileira tem ainda uma nova aposta na Netflix: Caramelo — um filme em que o protagonista é a raça canina mais comum das ruas brasileiras (e não só): o vira-lata caramelo. Protagonizado por Rafael Vitti e pelo carismático cão Amendoim, o drama teve as suas primeiras imagens e o cartaz oficial revelados a 31 de julho, na celebração brasileira do Dia do Vira-Lata.
Realizado por Diego Freitas (Depois do Universo), Caramelo é uma celebração do afecto entre humanos e cães, abordando temas como a amizade, a superação e a redescoberta do sentido da vida.
No filme, Pedro (Rafael Vitti), um jovem chef prestes a concretizar o sonho de liderar o seu próprio restaurante, vê-se confrontado com um diagnóstico inesperado que o obriga a repensar tudo. É então que surge Amendoim, um simpático cão caramelo, que se torna seu companheiro inseparável numa jornada de transformação pessoal.
Com produção da Migdal Filmes, o filme conta com um elenco de apoio que inclui Arianne Botelho, Ademara, Carolina Ferraz, Cristina Pereira e a participação especial da chef Paola Carosella.
Caramelo estreia ainda em 2025 e promete conquistar o público com uma história de ternura, esperança e lealdade.
Começou a caminhar nos alicerces de uma sala de cinema, cresceu entre cartazes de filmes e película. E o trabalho no meio audiovisual aconteceu naturalmente, estando presente desde a pré-produção até à exibição.

