Netflix revela as séries e programas para ver em 2026
A Netflix revelou o seu alinhamento de séries para 2026 e a mensagem é clara: a plataforma quer dominar o calendário televisivo com um dos catálogos mais ambiciosos da sua história. Entre ficção científica de grande escala, regressos de fenómenos globais, adaptações literárias de prestígio, animação de autor, produções internacionais e uma aposta reforçada em desporto e entretenimento ao vivo, 2026 surge como um ano decisivo na estratégia da empresa.

Do drama épico à comédia contemporânea, do anime à televisão juvenil, o catálogo desenhado pela Netflix procura responder a públicos muito distintos — e ocupar o ecrã ao longo de todo o ano.
Entre os títulos de maior destaque está O Problema dos 3 Corpos (Temporada 2), continuação da adaptação da obra de Liu Cixin assinada por David Benioff, D.B. Weiss e Alexander Woo. A narrativa expande-se para lá da Terra, à medida que a ameaça alienígena se aproxima, consolidando a série como uma das grandes apostas de ficção científica da década.
Outro regresso de peso é Bridgerton (Temporada 4), dividida em duas partes. O novo foco recai sobre Benedict Bridgerton, num romance marcado por máscaras, desejo e convenções sociais, mantendo intacta a fórmula de sucesso da produtora Shonda Rhimes.
No campo da fantasia e da aventura, The Witcher (Temporada 5) encerra a saga de Geralt de Rivia com o Continente à beira do colapso, enquanto One Piece: Into the Grand Line (Temporada 2) amplia a escala da adaptação live-action ao levar os Straw Hats à mítica Grand Line.
Já o universo de Hawkins regressa em formato animado com Stranger Things: Tales From ’85, uma expansão nostálgica situada no inverno de 1985, pensada para fãs da série original e novos públicos.

O thriller político continua a ser um pilar da Netflix com A Diplomata (Temporada 4) e O Agente da Noite (Temporada 3), ambas aprofundando conspirações internacionais, jogos de poder e jornalismo de investigação.
No crime e no suspense psicológico, destacam-se Black Doves (Temporada 2), com Keira Knightley e Ben Whishaw, Nos Meandros da Lei (Temporada 4), que coloca o protagonista acusado de homicídio, e Não Fujas Mais, nova adaptação de Harlan Coben centrada em segredos familiares e violência latente.
A antologia Monster regressa com The Lizzie Borden Story, sob a chancela de Ryan Murphy, enquanto Nemesis propõe um duelo psicológico entre um criminoso brilhante e um detetive obsessivo.
A literatura volta a ocupar um lugar central na programação. Cem Anos de Solidão – Parte 2 aprofunda o destino trágico da família Buendía e de Macondo, afirmando-se como uma das maiores apostas literárias da plataforma.
Entre os clássicos, surgem East of Eden, nova adaptação de John Steinbeck com Florence Pugh, e Orgulho e Preconceito, reinterpretado por Dolly Alderton, com Emma Corrin e Olivia Colman. O romance e a identidade feminina atravessam ainda My Brilliant Career, Unaccustomed Earth, inspirado nos contos de Jhumpa Lahiri, e Vladimir, protagonizado por Rachel Weisz.
No campo do mistério clássico, Os Sete Relógios de Agatha Christie, escrita por Chris Chibnall, revisita o universo da autora britânica com um elenco liderado por Helena Bonham Carter e Martin Freeman.

A estratégia global da Netflix mantém-se evidente. A Coreia do Sul surge com títulos como Pode Este Amor Ser Traduzido?, comédia romântica escrita pelas irmãs Hong, e A Leste do Palácio, um thriller histórico sobrenatural.
Do Japão chegam Human Vapor, reboot de um clássico da Toho, a temporada final de Beastars e novas temporadas de The Boyfriend. A América Latina marca presença com Brazil 70, minissérie brasileira sobre a seleção campeã do mundo de 1970 que cruza futebol e ditadura militar na caminhada da seleção de Pelé, e Lovesick (Mal de Amores), produção mexicana baseada no romance de Ángeles Mastretta. A Argentina contribui com Mis Muertos Tristes, adaptação da obra de Mariana Enríquez, produzida por Pablo Larraín.Na animação adulta, Alley Cats, criada por Ricky Gervais, aposta num humor ácido, enquanto Long Story Short (Temporada 2) continua a explorar uma família ao longo de várias décadas.
Na comédia em imagem real, destacam-se Criminosos, Mas Pouco, criada por Dan Levy, Free Bert, sitcom autobiográfica de Bert Kreischer, e regressos como Ninguém Quer Isto, Survival of the Thickest, The Upshaws e O Rei dos Pneus.
A animação familiar e juvenil inclui Pokémon Horizons, Sesame Street: Rua Sésamo (nova versão) e produções japonesas e coreanas como Steel Ball Run e The Wonderfools.

O público jovem mantém-se central com o desfecho de Outer Banks (Temporada 5), o regresso de XO, Kitty e Eu e os Rapazes da Família Walter, consolidando o investimento em histórias de identificação dos espectadores alvo.
No não-ficcional, regressa Formula 1: A Emoção de um Grande Prémio (Temporada 8), ao lado de projetos como Dinosaurs, narrado por Morgan Freeman e produzido por Steven Spielberg, Being Gordon Ramsay e Kylie, dedicado à carreira de Kylie Minogue.
A Netflix reforça ainda a aposta no entretenimento ao vivo e no desporto, com eventos da MLB, NFL e WWE tanto em programação semanal ao vivo como em docusséries, além de formatos de reality como Perfect Match, The Ultimatum e novos concursos em direto.

Para lá dos títulos já mencionados, o cardápio da Netflix para 2026 estende-se ainda a dezenas de outras séries , confirmando a ambição total da plataforma! Entre elas contam-se o regresso de The Gentlemen – Senhores do Crime: A Série (temporada 2), com Guy Ritchie a aprofundar o submundo criminal britânico; a continuação animada de Devil May Cry, baseada no popular videojogo; a aguardada adaptação Jo Nesbø’s Detective Hole, finalmente trazendo o icónico Harry Hole à televisão; novas temporadas de fenómenos globais como Lupin, Sweet Magnolias e Avatar: O Último Airbender; bem como projetos altamente antecipados como Homem em Fúria ou Little House on the Prairie.

Um alinhamento vasto que confirma 2026 como um ano de consolidação estratégica para a Netflix, afirmando-se como uma plataforma global e transversal, capaz de cruzar grandes franquias, literatura de prestígio, diversidade cultural, animação de autor, formatos populares e eventos ao vivo, num catálogo pensado para públicos muito distintos. Resta saber quais destas apostas se transformarão nos próximos fenómenos globais — certo é que a Netflix não tenciona deixar espaço livre no ecrã, nem no debate cultural, ao longo de 2026.
Começou a caminhar nos alicerces de uma sala de cinema, cresceu entre cartazes de filmes e película. E o trabalho no meio audiovisual aconteceu naturalmente, estando presente desde a pré-produção até à exibição.

