“Kill Bill: Toda a Obra Sangrenta” chega finalmente aos cinemas
Vinte e dois anos depois da estreia de Kill Bill: Volume 2, Quentin Tarantino concretiza finalmente a visão completa que sempre teve para uma das suas obras mais icónicas. Kill Bill: Toda a Obra Sangrenta estreia pela primeira vez nas salas de cinema portuguesas a 12 de março de 2026, numa versão definitiva que une Volume 1 e Volume 2 num único épico cinematográfico de 4 horas e 35 minutos.
Pensado desde a origem como um só filme, Kill Bill: Toda a Obra Sangrenta apresenta a narrativa contínua da vingança de Beatrix Kiddo, conhecida como A Noiva, contra Bill e o Esquadrão de Assassinas Víbora Mortífera. Esta nova montagem elimina a estrutura episódica original, suprimindo a “escalada vertiginosa” do primeiro volume e o resumo inicial do segundo, permitindo que a história flua como Tarantino sempre idealizou.
Entre as principais novidades destaca-se a inclusão de cenas inéditas, com especial relevo para uma sequência de anime mais longa, mais explícita e mais violenta, dedicada ao passado de O-Ren Ishii. A célebre batalha da House of Blue Leaves surge agora integralmente a cores, revelando toda a brutalidade estilizada que anteriormente havia sido atenuada por restrições de classificação etária. Esta versão assume o excesso gráfico que define o cinema de Tarantino.
O elenco reúne novamente Uma Thurman, Lucy Liu, Vivica A. Fox, Michael Madsen, Daryl Hannah, Gordon Liu, Michael Parks e David Carradine, no papel de Bill. A produção é assinada por Lawrence Bender, com argumento e realização de Quentin Tarantino, a partir da personagem criada pelo próprio realizador em colaboração com Uma Thurman.
Uma Thurman foi nomeada para o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme Drama pela sua interpretação de Beatrix Kiddo tanto em Kill Bill: Volume 1 como em Kill Bill: Volume 2, num dos desempenhos mais emblemáticos da sua carreira. Já David Carradine, no papel enigmático e ameaçador de Bill, recebeu uma nomeação para Melhor Ator Secundário pelos Globos de Ouro graças ao seu desempenho no segundo volume da saga.

Descrito como um épico de ação com influências assumidas do cinema de artes marciais, do western e do “chanbara” japonês, Kill Bill: Toda a Obra Sangrenta recupera a experiência clássica de sala de cinema para um filme que sempre viveu entre o mito e a raridade.
A distribuição em Portugal fica a cargo da Pris Audiovisuais, trazendo ao grande ecrã uma obra que muitos fãs aguardavam há décadas na sua forma integral. Para admiradores de Tarantino, trata-se de uma oportunidade única de revisitar — ou descobrir — aquela que é hoje considerada uma das grandes sagas de vingança da história do cinema moderno, finalmente apresentada como um só golpe de espada. A 12 de março nos cinemas.
Começou a caminhar nos alicerces de uma sala de cinema, cresceu entre cartazes de filmes e película. E o trabalho no meio audiovisual aconteceu naturalmente, estando presente desde a pré-produção até à exibição.

