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Cinema: Crítica – Mestres da Ilusão – Nada é o que Parece

A magia regressa ao grande ecrã com os Cavaleiros a demonstrarem o seu novo acto no mais recente filme Mestres da Ilusão – Nada é o que Parece.

Quando o primeiro Mestres da Ilusão estreou em 2013, a magia no cinema parece ter recebido um aumento de interesse pela arte performativa, com quatro personagens carismáticas, e que de certa forma espelhavam os espectáculos de magia de Luís de Matos e companhia, como também ao longo dos anos, as frequentes actuações que se via na televisão, com programa como o Got Talent, tanto nacional. Um segundo filme estreia três anos depois, com a história da misteriosa organização a reunir os Cavaleiros, com agora Mestres da Ilusão – Nada é o que Parece a estrear nas salas.

Nove anos depois dos eventos do último filme, seguimos a vida de três jovens mágicos, Charlie (Justice Smith), Bosco (Dominic Sessa) e June (Ariana Greenblatt) continuam o legado dos Cavaleiros, através dos seus assaltos justiceiros. Quando a grande organização O Olho junta os novatos com os veteranos, Daniel Atlas (Jesse Eisenberg), Merritt McKinney (Woody Harrelson), Jack Wilder (Dave Franco) e o regresso de Henley Reeves (Isla Fisher), estes são postos numa missão de roubar um diamante em forma de coração, pertencente a Veronika Vanderberg (Rosamund Pike), uma traficante que utiliza as joias para lavar dinheiro de grandes criminosos.

Se a magia do primeiro filme impressionou com a ousadia dos seus truques, aliado a um mistério em grande escala, onde quatro mágicos vigilantes agem como verdadeiros Robin dos Bosques modernos. Enquanto que o segundo filme eleva a ousadia, esta acaba por ser em demasia, tornando a invencibilidade das personagens pouco plausível para além do esperado, e em consequência, uma história solavancada. Agora, com o terceiro filme, e a introdução de personagens novas, seria expectável uma lufada de ar fresco fosse injectada, e efectivamente há, mas com condicionantes.

Enquanto que a missão semi impossível, capaz de quase invejar Ethan Hunt e companhia, torna as coisas mais entusiasmantes, é a forma que o filme decide atirar-nos com a participação das diversas personagens que o torna apinhado, tendo que o espectador não só tentar acompanhar como os talentos de cada um intervém no seu plano, como tentar fazer sentido de tudo; sendo essa sim, a missão verdadeiramente impossível, sendo apenas melhor deixar o filme deixar-se desenrolar pelo nosso bel-prazer, poupando-nos de participar em ver como as peças do puzzle se juntam.

Por outro lado, a escolha de Ruben Fleischer na realização – ao qual já se fala de uma quarta entrada sob sua direcção – prova que este ainda vai conseguindo manter algum equilíbrio entre os momentos mais calmos e animados durante toda a obra, ainda que de uma forma algo genérica, faz acontecer com sucesso, em prol do entretenimento, conseguindo conjugar as diferentes personalidades de forma minimamente coerente e sem que estes dominem uns sobre os outros.

Assim, Mestres da Ilusão – Nada é o que Parece continua o legado da série a entrar em território de jogos de espiões, com o seu acto mais elaborado até à data, acabando por ir um bocadinho longe demais nas suas habilidades. Repleto de divertimento e momentos eufóricos, onde a magia é um super-poder, resta-nos esperar que o futuro não lhes faça acabar a fazer truques de magia na lua – mesmo sabendo que, mais tarde ou mais cedo, vai acontecer.

Nota Final: 5/10

Ricardo Du Toit

Fã irrepreensível de cinema de todos os géneros, mas sobretudo terror. Também adora queimar borracha em jogos de carros.

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