Arte ou ciência? A evolução da cultura do casino no século 21
Dentro do universo do entretenimento, encontramos o cenário do casino a representar a noite típica de luxo e diversão, sendo vários os filmes e séries populares que destacaram no plano principal o ambiente dos casinos. Tal como aconteceu com a grande maioria dos sectores dentro da indústria do entretenimento, o segmento de casinos tem evoluído ao rumo da tecnologia, colocando a seguinte questão: o casino é arte ou ciência?
As artes que definiram a cultura de jogo
O ambiente mítico dos casinos foi cultivado em grandes referências literárias, como “Casino Royale”, de Ian Fleming, “O Jogador”, de Fiódor Dostoiévski, e “Medo e Delírio em Las Vegas”, de Hunter S. Thompson. A pormenorização destes títulos ao ambiente assistido em casinos é hoje associada ao barulho e à agitação de Las Vegas, assim como ao luxo de Monte Carlo. A saga de 007, por exemplo, manteve sempre as histórias de aventura com uma linha de estrita classe e sofisticação, em especial no filme 007 Casino Royale, um dos títulos mais populares da série.
A cultura em mudança
Em Portugal, a história do casino tradicional, contada inclusive em documentários, demonstra como os casinos contribuíram para o desenvolvimento de áreas turísticas no passado e também no presente, tal é o caso do casino do Estoril, o mais antigo da Europa. No entanto, foi no conceito e na perceção que os casinos mais se transformaram, visto que era um sítio considerado de luxo e frequentado em ocasiões especiais.
Com o acompanhamento da tecnologia nas últimas décadas, o número de jogadores e interessados pelo mundo dos jogos cresceu significativamente. É possível encontrar por toda a Europa uma forte expansão de casinos físicos enquanto, no mundo digital, a transformação de novos mercados online alcança indicadores de crescimento a cada ano que passa.
Expansão no mundo atual
A tecnologia tem sido o grande indicador de mudança para todo o entretenimento e, no caso dos casinos, a relevância é ainda maior. Da mesma forma que o entretenimento de filmes, músicas e videojogos hoje é acessível a qualquer um, a tecnologia tem permitido a todo o tipo de jogadores aceder a diversos casinos online, oferecendo uma variedade maior de opções com toda a conveniência. Por exemplo, um jogador que procure bingo encontra facilmente diversos jogos online de bingo com promoções e bónus imediatos. Mesmo no ambiente online a essência de jogo está sempre presente, uma vez que o aspeto da mesa de jogo, as regras e os tipos de jogos seguem o mesmo estilo dos casinos físicos de hoje ou de 1953, quando Casino Royale foi publicado pela primeira vez.
Arte ou ciência?
A literatura e a arte cinematográfica ofereceram uma perspetiva muito similar que facilitou a expansão e o interesse pela indústria dos jogos. Na realidade atual, em que estamos mais informados e consideramos os jogos de casino com maior objetividade, conseguimos meter conhecimentos à prática e testar diversas estratégias. Se considerarmos que jogos como roleta e blackjack são baseados em probabilidades matemáticas, assumimos que o casino é uma ciência. No entanto, num jogo de poker, provavelmente irá considerar que o casino é uma arte que requer uma qualidade de protagonismo e desempenho para tirar vantagem dos seus rivais, daí a famosa expressão “poker face”.
A cultura do jogo tem crescido, entre outros factores, devido a grandes referências artísticas da literatura, do cinema e dos videojogos, adaptações que tornaram a percepção de casinos associada à diversão, classe, socialização e sofisticação. Os títulos mais conhecidos representam de forma leal essa imagem do casino, que tem ganho popularidade entre todos os tipos de jogadores. A verdade é que o crescimento da indústria e do número de novos jogadores motivou o aumento da oferta de casinos tradicionais em cidades por todo o mundo, e a transformação digital tem impulsionado a indústria mais do que nunca. A perceção do jogo alterou-se de tal forma que, nos dias de hoje, ir ao casino é uma experiência cotidiana e acessível em qualquer lugar.
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Co-criador e administrador do Central Comics desde 2001. É também legendador e paginador de banda desenhada, e ocasionalmente argumentista.



