Netflix anuncia filmes para 2026
A Netflix entrou em 2026 em velocidade máxima. Depois de um quarto trimestre histórico em 2025 — com 12,05 mil milhões de dólares em receitas, 325 milhões de subscritores pagos e um crescimento superior a 30% nos lucros operacionais — a plataforma apresentou um vastíssimo mapa de estreias, que cruza cinema de autor, blockbusters, animação, documentários e apostas globais.
Com um investimento em conteúdos estimado em 20 mil milhões de dólares e uma previsão de receitas acima dos 50 mil milhões, a Netflix posiciona 2026 como um ano-chave para consolidar a sua hegemonia no audiovisual — tanto em streaming como, pontualmente, nas salas de cinema.

Entre os títulos de filmes mais aguardados está Narnia, realizado por Greta Gerwig, que adapta o universo de C.S. Lewis com estreia internacional em novembro nas salas IMAX (a confirmar estreia em Portugal) e chegada à Netflix em dezembro de 2026. Trata-se de uma das maiores produções da história da plataforma.
Outro destaque é Here Comes the Flood, um thriller de assalto com realização de Fernando Meirelles e argumento de Simon Kinberg, protagonizado por Denzel Washington, Robert Pattinson e Daisy Edgar-Jones.
No cinema político e psicológico, UNABOM revisita a história de Ted Kaczynski, com Jacob Tremblay e Russell Crowe, enquanto Animals, realizado por Ben Affleck, mergulha num drama criminal envolvendo política, rapto e dilemas morais, com Kerry Washington, Gillian Anderson e Steven Yeun.
Já o cinema asiático de autor marca presença com Possible Love (título provisório), do sul-coreano Lee Chang-dong, reunindo Jeon Do-yeon e Sul Kyung–gu, numa narrativa intimista sobre casamentos, escolhas e fraturas emocionais.

A Netflix continua também a apostar em cinema de grande público e elencos de peso:
Enola Holmes 3, com Millie Bobby Brown e Henry Cavill, leva a jovem detetive até Malta;
Peaky Blinders: O Homem Imortal, protagonizado por Cillian Murphy, fecha o arco da saga em plena Segunda Guerra Mundial, com estreia nos cinemas (Portugal a confirmar) antes de chegar ao streaming;
The Whisper Man, adaptação do bestseller de Alex North, junta Robert De Niro, Adam Scott e Michelle Monaghan;
The Mosquito Bowl, de Peter Berg, recria um episódio real da II Guerra Mundial com jovens estrelas como Bill Skarsgård e Nicholas Galitzine.
No campo da ação e do thriller, surgem títulos como Apex (com Charlize Theron), War Machine, The Rip e 11817, um thriller de ficção científica protagonizado por Wagner Moura sobre uma família aprisionada dentro da própria casa.

O catálogo de 2026 inclui também uma forte presença de comédias e romances:
Good Sex, com Natalie Portman e Mark Ruffalo, escrito e realizado por Lena Dunham;
Office Romance, com Jennifer Lopez e Brett Goldstein;
People We Meet on Vacation, adaptação do romance de Emily Henry;
Ladies First, sátira social protagonizada por Sacha Baron Cohen e Rosamund Pike;
Little Brother, com John Cena e Eric Andre.
O público jovem e “YA” é servido com Heartstopper Forever, filme que dá continuidade ao fenómeno criado por Alice Oseman.

Na animação, a Netflix apresenta um alinhamento particularmente forte:
Ray Gunn, realizado por Brad Bird (Skydance Animation);
Steps, uma reinvenção irreverente do conto da Cinderela, com vozes de Ali Wong e Stephanie Hsu;
Swapped, com Michael B. Jordan, Juno Temple, Tracy Morgan e Cedric the Entertainer;
Cosmic Princess Kaguya!, anime japonês de Shingo Yamashita.
Nos documentários, sobressaem A Gorilla Story: Told by David Attenborough, produzido pela Silverback Films, Queen of Chess, sobre Judit Polgár, e Kidnapped: Elizabeth Smart, um retrato íntimo de um dos casos criminais mais mediáticos dos EUA.

A Netflix confirma ainda o compromisso com janelas de exibição exclusivas para as salas de cinema para alguns títulos e avança para negociações históricas, incluindo a intenção de adquirir a Warner Bros. Discovery, num movimento que poderá redefinir o equilíbrio de forças em Hollywood.

Entre cinema de autor, entretenimento de massas e produções globais, 2026 desenha-se como o ano em que a Netflix deixa definitivamente de ser apenas uma plataforma de streaming para se afirmar como um estúdio cinematográfico total.
Resta agora responder à pergunta inevitável: qual destes filmes vai dominar as conversas — e o seu tempo livre — no próximo ano?
Começou a caminhar nos alicerces de uma sala de cinema, cresceu entre cartazes de filmes e película. E o trabalho no meio audiovisual aconteceu naturalmente, estando presente desde a pré-produção até à exibição.

