Jogos: UnderMine – Análise (Xbox One) – O reverso do ouro

Desenvolvido pela Thorium, “UnderMine” é um roguelike dungeon crawler que fornece reviravoltas divertidas sobre o género, com constantes atualizações e um sistema de ressurreição que altera diálogos e desenlaces da história.

No entanto, não deixa de partilhar falhas que se repetem com os outros jogos deste estilo, o combate não é muito satisfatório, as opções simplificam-se entre um golpe básico de picareta e um ataque de arremesso.

Não há dúvidas de que os elementos cómicos são o motor de “UnderMine”, conectar-se com o protagonista não é um problema aqui, balançando as manias e características da personagem com o ritmo frenético e paródico do jogo. Os jogadores são encarregados por um feiticeiro de investigar uma mina onde tremores e terremotos infinitos estão a ocorrer… Naturalmente a partir daqui surgem cascatas de ouro e múltiplas relíquias para apanhar, muitos monstros e diverso bosses irão atormentar os jogadores e as suas várias personagens aleatórias ao longo do caminho, tornando-se progressivamente mais difícil quanto mais fundo descemos pela mina – live, die, repeat!

Os controlos funcionam muito bem em qualquer plataforma, os comandos não complicam, sem nenhum código ou ordem complexa, são tão sensoriais e smooth quanto o jogo.

A nível estético e sonoro, as ambiências deste jogo são magníficas: grafismo em modo pixel art, soundtrack competente ao ponto de saber conciliar os loops e gestos repetitivos da narrativa, formas das figuras e  layouts dos mapas altamente detalhados e variados – É mais uma corrente renovada que se alia a um gameplay satírico, de sinfonias alegres, assim contrariando os títulos excessivamente sérios e sombrios dos seus antecessores.

  Crítica - Yummy (2020)

Nem tudo precisa de ser a reinvenção no mundo dos indies, mas é sempre recomendável que um jogo seja ao menos aliciante naquilo que propõe. “UnderMine” tem tudo isso, um roguelike que conjuga nostalgias com surpresas.

“UnderMine” está disponível para a Xbox One e PC. Futuramente estará também na Nintendo Switch e na PlayStation 4 numa data ainda não especificada.

Nota: 8/10

 

Raquel Rafael

Da marginalidade à pureza gosto de sentir tudo. Alcanço o clímax na escrita. Sacio-me com a catarse no teatro. Adiciona-se uma consola, um lightsaber, eye makeup quanto baste e estou pronta a servir.

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