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Crónica: Ir ao AmadoraBD? Porquê? – Parte II

50 anos do Homem-AranhaNo que toca a exposições devo confessar que a minha primeira impressão foi “isto tá fraco este ano”… Não me interpretem mal, mas há exposições que nos envolvem de uma forma onde transcendemos o papel de observador, como se entrássemos num mundo alternativo criado para experienciarmos tudo o que os livros têm de mais real.[fbshare]

Face a uma entrada um pouco atribulada, deixei avançar quem vinha comigo e nem me apercebi da exposição central… ou isso ou a exposição dos “50 anos do Homem-Aranha” chamou-me, qual instinto a apitar.

Foi a primeira que fui ver e esperava talvez muito mais desta exposição. A aranha viva não tinha ar de ser radioactiva, nem havia um pequeno buraco simulado ou não, no vidro de protecção, que acendesse a esperança dela poder fugir e picar o primeiro nerd que lhe aparecesse à frente.

Expo centralQuem visita o Amadora BD /FIBDA há alguns anos já “viu de tudo” e quanto mais foram os anos em que marcaram presença, maiores são as expectativas.

Vi mais umas exposições ligadas mas resolvi ir logo para o piso de baixo à descoberta de algo mais breathless. De facto,  existem lá outras exposições interessantes, mas mesmo com mais presença, notou-se a diferença face a outras edições anteriores.

AmadoraBD 2012

Penso que quem é bedéfilo não consegue deixar de visitar, mas o que procuram e esperam as pessoas que pela primeira vez vão visitar um evento de banda desenhada?

Quem não tiver conhecimentos de quem são os autores xpto, talvez não dê tanto valor às pranchas expostas, mesmo que algumas inevitavelmente consigam arrancar a admiração de qualquer visitante.

Não será então extremamente importante o ambiente envolvente?

Gosto das exposições onde podemos sentar-nos e ler livros dos autores. (as fotos abaixo pertencem às exposições do Ricardo Cabral e do Paulo Monteiro)

Ricardo CabralPaulo Monteiro
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Amadora BDAinda na zona da exposição central (que depois com calma tive oportunidade de ver), existe a “biblioteca” onde podemos descansar e tomar contacto com vários livros, estrategicamente colocados…

Adorei o espaço, para mim pessoalmente, que adoro ler, os livros são um complemento às pranchas expostas e para quem gosta de reservar horas e dias para beber cada canto do(s) recinto(s), é bom que tenham precavido a possibilidade destes momentos de confortável pausa.

BibliotecaSe olharmos para a lista das 18 exposições (só no recinto central) cedo percebemos que temos exposições para todos os gostos e idades.

Vou esquivar-me a destacar alguma, acredito que se fizéssemos um inquérito na CC haveriam opiniões muito diversas sobre quais as mais valiosas. Aconselho a que tentem arranjar tempo para ver todas, pois por uma razão ou outra há sempre algo que conseguimos trazer connosco. Um pensamento, uma lembrança, uma foto para o perfil, um contacto de alguém que partilhou a mesma emoção ou gosto…

Eu, pessoalmente, apesar da primeira impressão ser “hum, podia estar melhor”, saí da Amadora mais feliz. Acho impossível ficar indiferente a tanta arte, independentemente da forma como a recebemos. Mais uma vez levei alguém que nunca tinha ido, mais uma vez ficaram com vontade de voltar (ainda este ano).

Vanda Gácio 

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