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BD – Análises Rápidas: “Diz Lá, Beatriz” e “Lucky Luke – Um Cowboy no Negócio do Algodão”

Desta vez trazemos duas análises mais curtas: A primeira é a “Diz Lá Beatriz”, de Rita Fatela – uma edição da Influência; e também “As Aventuras de Lucky Luke Segundo Morris Vol. 9 – Um Cowboy no Negócio do Algodão”, de Achdé e Jul (Asa).

“Diz Lá, Beatriz” de Rita Fatela (Influência), autora que cresceu com o Instagram — onde observa que os seus objetivos de tornar a saúde mental um tema natural se começa a concretizar. Rita é psicóloga, assim sendo consegue com algum humor e sarcasmo, simplificar conceitos complexos — como a dualidade entre o coração e o cérebro, entre a emoção e a razão. Os desenhos de Rita, com palavras simples e sem complicar com as suas ilustrações, são para qualquer pessoa e apresentam um tom lúdico, para que o individuo note sensibilidades, mas sem alarmismos. Fala-nos de autoestima e autocuidado, à medida que vai sublinhando a importância do crescimento e confiança pessoal. No fundo, esta obra normaliza a ansiedade, o stress e o medo. Afirma que para estar vivo é necessário isso tudo. Os problemas também apresentam soluções. Veredito final: 8 (Raquel Rafael)

As Aventuras de Lucky Luke Segundo Morris Vol. 9 – Um Cowboy no Negócio do Algodão (Asa)Um Cowboy no Negócio do Algodão

E quando um lançamento na língua portuguesa é em simultâneo com o país de origem, é sempre uma boa notícia. Foi o que aconteceu com este novo álbum do cowboy mais rápido que a própria sombra, que regressa ao país Cajun seguindo uma estranha herança que o torna no homem mais rico da Louisiana. Fica assim dono de uma plantação de algodão que sustenta 1200 pessoas no sul dos Estados Unidos. A escravidão tinha sido abolida há 5 anos, mas o racismo ainda continua muito presente e a seita xenófoba KKK tenta imperar os seus princípios através do medo e da violência. O assunto é pesado, mas os autores Achdé e Jul conseguem passar a mensagem e falar deste assunto sério com brio e a leveza como qualquer outro livro do Lucky Luke. O humor continua presentes, principalmente nas cenas que envolvem os clássicos irmãos Dalton, desta vez perseguidos por aquele que foi o primeiro Marshall afro-americano, Bass Reeves, numa bela homenagem a todos os cowboys negros, muito importantes na história do faroeste, mas muitas vezes esquecidos.
Com mensagem, humor, os Dalton e personagens novas, Um Cowboy no Negócio do Algodão não desilude e irá proporcionar momentos divertidos aos leitores, ao mesmo tempo que os educa e os ensina um pouco mais da história dos EUA. Veredito final: 7.5 (Hugo Jesus)


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