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BD: Crítica – “Star Wars: As Cinzas de Jedha”

Este livro compila os números 38 a 43 da série da banda desenhada norte-americanos Star Wars (vol. 2), originalmente editadas pela Marvel, sendo o sétimo volume da saga de Stars Wars em BD. Assinado pelo britânico Kieron Gillen, esta história debate-se pelos caminhos de Luke Skywalker, Han Solo, Chewbacca e a Princesa Leia, juntos numa odisseia até Jedha, depois da Batalha de Yavin – uma das principais batalhas da Guerra Civil Galáctica que resultou na destruição da Primeira Estrela da Morte e foi um dos primeiros grandes trunfos dos rebeldes. Os momentos de vida desta BD situam-se depois do episódio “Star Wars IV: Uma Nova Esperança”, porém antes dos eventos de “Star Wars: O Império contra-ataca”.

É interessante perceber como as ações de Jyn Erso e da sua equipa em “Rogue One” afetaram emocionalmente Luke e Leia, ecos do passado que se reverberam no planeta pobre e destruído de Jedha que estes agora exploram com o auxílio de fortes e bem desenvolvidas personagens que trazem novas competências à narrativa.

Kieron Gillen começa a sua carreira na série com conteúdos hábeis, contudo um pouco cansativos por vezes, como por exemplo as inúmeras saídas incoerentes de Luke em busca da força que se tornam rapidamente entediantes. Talvez encurtar ligeiramente o texto ajudasse na sua dinâmica e não iria despropositar a ação.

Salvador Larroca fez um ótimo trabalho na criação de ambientes criativos e tecnológicos de aparência única. As páginas são igualmente corretamente estruturadas, permitindo que os painéis descrevam com precisão os acontecimentos da trama e permitindo que as páginas iniciais criem alguns instantes inspiradores. A armadilha reside nas formas concebidas à imagem dos filmes realizados por George Lucas em 1977.

O que motivou o meu ódio e viragem para o lado negro foi o estilo de arte nos rostos das personagens, parecem capturas das longas-metragens com foco nas faces dos atores, e é irremediavelmente feio. O que não significa que os quadros semi-realistas e fotográficos não sejam às vezes ideais, mas a sua repetição desajustada parece fora do lugar. Já as capas são muito bonitas e originais, porque não fazer uma abordagem semelhante a essa?

Finalizando, este é um bom conto que ajuda a clarificar pontos, a perceber ligações e relacionamentos até agora externos e sem provas neste universo, ainda assim essa densidade dramática esfola-se quando é delineada por esquemas básicos do campo da imagem que oferecem uma fama errática a uma composição que quer surpreender.

Argumento: Kieron Gillen
 Arte: Salvador Larroca
 Editor: Editorial Planeta
 Argumento: 7
 Arte: 6
 Legendagem: 7
 Veredito Final: 7

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