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	<title>Central Comics &#187; Crónicas</title>
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	<description>O Portal de Toda a Banda Desenhada</description>
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		<title>JLA Ano Um</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Feb 2010 15:31:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Jesus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crónicas]]></category>
		<category><![CDATA[Nostalgia Ataca]]></category>
		<category><![CDATA[comics]]></category>
		<category><![CDATA[dc]]></category>
		<category><![CDATA[JLA]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1998 a DC lançou numa maxi-série de 12 edições, mais tarde reunidas num TPB, um novo olhar sobre as origens da sua maior equipa, a Liga da Justiça da América.

Os criadores escolhidos foram o escritor Mark Waid e o artista Brian Augustyn, equipa já habituada a trabalhar junta em Flash (se bem que nessa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2010/02/jlaano1_0.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-644" title="JLA Ano Um" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2010/02/jlaano1_0.jpg" alt="JLA Ano Um" width="88" height="49" /></a>Em <strong>1998</strong> a <strong>DC</strong> lançou numa maxi-série de 12 edições, mais tarde reunidas num TPB, um novo olhar sobre as origens da sua maior equipa, a <strong>Liga da Justiça da América</strong>.</p>
<p><span id="more-640"></span></p>
<p>Os criadores escolhidos foram o escritor <strong>Mark Waid</strong> e o artista <strong>Brian Augustyn</strong>, equipa já habituada a trabalhar junta em <em>Flash</em> (se bem que nessa altura Augustyn fosse primeiro o Editor e depois o co-escritor da mesma) e que era conhecida pela sua paixão e conhecimento da história da DC. A série era de algum modo esperada já que a origem da equipa sofreu sempre bastantes alterações à mesma após as diferentes maxi sagas que abalaram o Universo da DC e neste caso mais do que a origem, focou-se na camaradagem e como se uniu e criou-se uma equipa coesa com 5 indivíduos muito diferentes uns do outro.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2010/02/jlaano1_1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-641" title="JLA Ano Um" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2010/02/jlaano1_1.jpg" alt="JLA Ano Um" width="469" height="265" /></a></p>
<p><a href="http://images3.wikia.nocookie.net/marvel_dc/images/thumb/f/f6/JLA_Year_One_12.jpg/200px-JLA_Year_One_12.jpg"></a><br />
<strong>Lanterna Verde</strong> (<em>Hal Jordan</em>) era um herói novo, arrogante e com vontade de estar sempre no centro da ribalta.<br />
<strong>Flash</strong> (<em>Barry Allen</em>) era mais calmo, tímido mas de uma certa forma alguém que transmitia mais confiança e estabilidade.<br />
<strong>Canário Negro</strong> (<em>Dinah Lance</em>) era uma heroína de segunda geração e por estar habituada a conviver com os outros heróis não se inibe de estar sempre a fazer comparações entre ambos.<br />
<strong>Aquaman</strong> era alguém a habituar-se à vida na superfície já que viva debaixo de água e para ele nem via porque devia ser considerado um super-herói.<br />
<strong>Caçador de Marte</strong> era um alien que não sabia se podia confiar nos seus parceiros.</p>
<p><a href="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2010/02/jlaano1_2.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-642" title="JLA Ano Um" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2010/02/jlaano1_2.jpg" alt="JLA Ano Um" width="198" height="303" /></a>A série focava nas diferenças entre eles, em especial a dificuldade de Aquaman em falar com todos (som viaja de forma diferente debaixo de água) e o facto de Canário ser a única heroína e sofrer algumas atitudes machistas dos restantes membros da equipa. A falta de medo de Hal, a calma de Barry e a versatilidade de J&#8217;onn são outras das coisas abordadas ao longo da série e como isso faz com que eles se tornem a equipa mais respeitada do Universo DC e que todos os restantes heróis e heroínas os respeitem e sigam a sua liderança na batalha final da saga contra uma invasão alien.</p>
<p>A equipa criativa faz um excelente trabalho a mostrar a diferença deles todos quer enquanto equipa quer quando estão sozinhos na sua vida pessoal já que é mostrada essa vida também em conjunto com as aventuras enquanto super heróis. A série tem momentos cómicos que nos fazem identificar-nos ainda mais com estes heróis, situações como as que Dinah pede ao flash apoio para ajeitar as botas enquanto este diz &#8220;devias repensar usar saltos altos já que não são nada práticos numa batalha&#8221; e ela agarra nas &#8220;asas&#8221; laterais da sua máscara para tapar os seus olhos ou o Aquaman a tentar aprender inglês lendo um livro infantil que ensina essa língua são situações que os tornam mais &#8220;humanos&#8221; aos nossos olhos.<br />
<a href="http://members.tripod.com/doompatrolreview/covers/jlayearone6.jpg"></a><br />
Para além dessa interacção entre membros da equipa, o plot recorrente é o de um adversário que ataca a equipa desde a formação da mesma e que no final vem-se a descobrir que se trata de uma tentativa de invasão alienígena do planeta natal dos extraterrestres que os nossos heróis derrotaram ainda antes de se unirem como uma equipa. Pelo meio eles utilizam vilões como Vandal Savage e outros para irem distraindo os heróis enquanto preparam a melhor forma de os derrotar, uma dessas distracções ia sendo fatal para todos eles quando o vilão Brain utilizando tecnologia dos aliens consegue tirar aquilo que dá poder aos nossos heróis. Vira mais ou menos um monstro Frankestein com o braço que tem o anel do Lanterna Verde, os olhos do Caçador de Marte, a caixa vocal da Canário e as pernas do Flash.</p>
<p><a href="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2010/02/jlaano1_3.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-643" title="JLA Ano Um" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2010/02/jlaano1_3.jpg" alt="JLA Ano Um" width="200" height="300" /></a>Os heróis precisam de ajuda da Doom Patrol (Patrulha do Destino) e Aquaman que estava com essa equipa para ultrapassar essas adversidades e isso faz os ver que afinal são bastantes fortes como equipa e não precisam somente dos seus poderes para conquistar uma vitória e passar por cima dos obstáculos e que nasceram mesmo para ser heróis, é algo já inerente na sua personalidade e parte da sua vida.</p>
<p>Existem cameos de personalidades várias do universo DC que irão ser conhecidas no futuro como Ted Kord e Maxwell Lord, algo que dá outro elan à coisa toda e mais um motivo para achar piada a toda esta viagem ao passado. A batalha final é bem elaborada, os desenhos são sempre fluidos e com um ar nostálgico suficiente para percebermos que não era algo actual e que todos aqueles heróis estavam ou no seu começo ou no seu auge, e é muito bem elaborado a forma como a Liga toma as rédeas da situação e dá &#8220;ordens&#8221; a todos os heróis sejam eles novatos, veteranos de primeira ou segunda linha e todos eles as seguem e sentem-se honrados por isso.</p>
<p>Uma leitura obrigatória quer a fãs da equipa quer a quem queira passar um bom bocado.</p>
<p><em>Nota 10 em 10.</em></p>
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		<title>Torneio dos Campeões</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jan 2010 19:07:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Jesus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crónicas]]></category>
		<category><![CDATA[Nostalgia Ataca]]></category>
		<category><![CDATA[Contest of  Champions]]></category>
		<category><![CDATA[Torneio dos Campeões]]></category>

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		<description><![CDATA[Contest of  Champions, ou Torneio dos Campeões no Brasil na saudosa revista Heróis da TV (nº108), foi uma mini série em 3 edições da editora Marvel Comics que pode se considerar como a pioneira dos grandes eventos no aspecto de reunir todos os heróis da editora (abrindo caminho para, entre outros, edições como Guerras Secretas). [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2010/01/contest1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-547" title="contest1" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2010/01/contest1.jpg" alt="contest1" width="100" height="61" /></a>Contest of  Champions</strong>, ou <em>Torneio dos Campeões</em> no Brasil na saudosa revista <strong>Heróis da TV</strong> (nº108), foi uma mini série em 3 edições da editora <strong>Marvel Comics</strong> que pode se considerar como a pioneira dos grandes eventos no aspecto de reunir todos os heróis da editora (abrindo caminho para, entre outros, edições como <em>Guerras Secretas</em>). Para além disso, ainda ostenta o título de ter sido a primeira <em>Limited Series</em> da Marvel, mas esse título podia nem ter sido alcançado já que esta história não foi pensada para ser publicada numa mini-série. Por <em>Hugo Silva</em><span id="more-546"></span></p>
<p><strong>A História:</strong><br />
<a href="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2010/01/contest2.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-548" title="contest2" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2010/01/contest2.jpg" alt="contest2" width="139" height="222" /></a>Segundo <strong>Tom DeFalco</strong>, na introdução do TPB que compila a mini-série e os anuais dos <strong>West Coast Avengers</strong> (<em>Vingadores da Costa Oeste</em>) que anos mais tarde &#8220;arrumaram&#8221; as pontas soltas deixadas no final da mini, esta história destinava-se somente a ser publicada numa única edição como um <em>Tie-in</em> com os <strong>Jogos Olímpicos</strong> de 1980 numa edição da <strong>Marvel Treasure Collection</strong> (uns livros gigantes que a Marvel por vezes publicava em ocasiões especiais).</p>
<p><strong>Mark Gruenwald, Bill Mantlo</strong> e <strong>Steven Grant</strong> foram os responsáveis pelo plot da história que teve a arte entregue a um jovem de seu nome <strong>John Romita Jr</strong> com a arte final ao cargo de <strong>Pablo Marcos</strong>. Isto em <strong>1979</strong>, o problema foi que no ano seguinte os <strong>Estados Unidos da América</strong> boicotaram as Olimpíadas e por isso deixou de fazer sentido uma edição do género e a revista foi cancelada.</p>
<p>Mas o arte-finalista completou o seu trabalho e em <strong>1981</strong> chegou ao escritório do editor <strong>Tom DeFalco</strong> e o seu assistente Gruenwald e perguntou quando é que receberia o resto das páginas para colorir. O anterior argumentista da história em questão viu logo as potencialidades da mesma e foi pedir autorização ao Editor Chefe de então, <strong>Jim Shooter</strong>, para realizar a mesma mas agora numa série limitada em 3 partes. Mark chamou então o seu antigo parceiro Bill e o desenhista John Romita Jr. que também subiu a bordo e começaram a fazer os ajustes para transformar aquilo que iria ser uma única história numa mini série de três edições.</p>
<p>Foi então que detectaram um grande problema, muita coisa tinha mudado no Universo Marvel entre aqueles 2 anos, novas personagens haviam sido criadas, havia uniformes que tinham sido mudados e havia equipas com membros diferentes e para ajudar nessas mudanças todas chamaram o competente <strong>Bob Layton</strong> que entretanto acabou por também entrar nos créditos da revista. Mesmo depois de tudo realizado e a revista publicada os problemas ainda não tinham terminado, apesar de na história se escrever que um dos participantes tinha ganho, O <strong>Grandmaster</strong>, a verdade é que o torneio terminou empatado.. mas nada disso impediu que fosse uma história bem divertida e um marco para tudo e todos.</p>
<p><strong>A Revista:</strong></p>
<p><a href="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2010/01/contest3.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-549" title="contest3" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2010/01/contest3.jpg" alt="contest3" width="134" height="200" /></a>A revista começa mostrando os <strong>Vingadores</strong> exercitando-se numa sala de treinamento especial com um convidado especial, o ex-Vingador <strong>Fera</strong>. Depois de um diálogo entre todos e um desafio lançado pelo mutante, em como conseguia evitar ser apanhado pela equipa durante um minuto, a mesma desaparece sem razão aparente. É então lançado o mote para as próximas páginas que mostra os diversos heróis a desaparecerem em pleno ar indo desde os <strong>Super Soldados Soviéticos</strong> à <strong>Tropa Alfa</strong>, do <strong>Homem-Aranha</strong> ao <strong>Punho de Ferro</strong> ou mesmo desconhecidos de diversas nacionalidades (de relembrar que isto era suposto ser ligado aos Jogos Olímpicos) como heróis Chineses, Irlandeses, Árabes, etc.</p>
<p>A arte de Romita JR deixou a história ainda mais empolgante, a sua arte ainda não tinha o seu traço particular e apresentava um ar + clássico, facto esse acentuado de certeza pelos seus arte finalistas mas que deixou um ar bastante heróico e imponente em todos os desenhos que ajudou a dar importância à saga. A imagem de todos os heróis reunidos num único espaço era mesmo algo imponente, e raro naquele tempo, e por isso a imagem tinha que ser numa página dupla tentando mostrar o máximo possível de personagens nessa mesma página.</p>
<p><a href="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2010/01/contest4.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-550" title="contest4" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2010/01/contest4.jpg" alt="contest4" width="145" height="200" /></a>Seguem-se mais umas de modo a apresentar alguns dos heróis e heroínas individualmente e o mote está dado para que apareçam os responsáveis desta situação toda. Afinal tratava-se de 2 seres cósmicos com poderes enormes à sua disposição, o <strong>Grande Mestre</strong> e o <strong>Desconhecido</strong>.</p>
<p>É dada então a explicação para o jogo em questão, o Mestre quer ressuscitar o seu irmão falecido, o Coleccionador, e para isso precisa ganhar um jogo que consiste em duas equipas de 12 super-heróis cada que partem em busca de quatro partes de um globo que quando reunidas dão ao Desconhecido a possibilidade de trazer o outro ser cósmico dos braços da Morte. Quanto ao Desconhecido oferece à sua equipa a promessa que prolongará a vida do Sol, a nossa estrela principal, e assim prolongando também a vida do nosso planeta.<br />
As equipas são divididas em grupos de 3 de modo que cada grupo procurasse uma parte do globo que se encontrava em partes tão diversas do Planeta como o Pólo Norte ou uma selva na América do Sul. Os combates não eram muito longos, e em alguns grupos era criado alguma rivalidade entre os membros da mesma equipa como por exemplo no grupo que incluía o Árabe e a Israelita. Existiram alguns confrontos interessantes como o do Pantera Negra com o Wolverine em que o segundo estava mais empolgado durante o combate que o primeiro.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2010/01/contest5.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-551" title="contest5" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2010/01/contest5.jpg" alt="contest5" width="318" height="158" /></a></p>
<p>Mais uma vez a arte de Romita ajudava muito nestes combates, e os diálogos eram bem característicos das personagens envolvidas por isso essa parte estava bem feita. No final de tudo mostra-se como afinal o Desconhecido era na verdade a Morte e que a mesma para ressuscitar o outro ser precisava de uma energia vital de um ser semelhante ou seja do Grande Mestre. Bela forma de vencer..</p>
<p><a href="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2010/01/contest6.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-552" title="contest6" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2010/01/contest6.jpg" alt="contest6" width="142" height="200" /></a>Mas a verdade é quer nos EUA quer no Brasil a história foi bem recebida e foi se calhar por isso mesmo que mais tarde começaram a surgir outras mini-séries que entretanto abriram espaço às maxi-séries e eis que agora temos uma grande saga por ano quando não duas ou três. O impacto no entanto já não é o mesmo e tornou-se algo banal ver tanto herói junto unido em torno de um inimigo comum. Esta história apesar de básica na premissa é uma excelente diversão, uma pedrada no charco e que a excelente arte e os bons diálogos ajudam a ser bastante agradável na leitura.</p>
<p><em>Nota 9 em 10.</em></p>
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		<title>1º AMADORA BD</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Dec 2009 17:09:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Jesus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crónicas]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[amadorabd]]></category>
		<category><![CDATA[bd]]></category>
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		<description><![CDATA[Vinte anos e aquele que prometia ser um grande salto em frente foi na verdade um retrocesso de um festival que estava a apresentar uma boa evolução. Com a mudança de nome e visual, o 1º Amadora BD revelou-se uma boa surpresa. Como 20ª FIBDA, só posso dizer que a organização fez jus ao nome [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/12/fibda0.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-445" title="fibda" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/12/fibda0.jpg" alt="fibda" width="100" height="63" /></a>Vinte anos e aquele que prometia ser um grande salto em frente foi na verdade um retrocesso de um festival que estava a apresentar uma boa evolução. Com a mudança de nome e visual, o 1º Amadora BD revelou-se uma boa surpresa. Como 20ª FIBDA, só posso dizer que a organização fez jus ao nome da cidade…<span id="more-444"></span></p>
<p><strong>1º AMADORA BD</strong></p>
<p>Tendo visitado o primeiro fim-de-semana do festival, para a comemoração dos 20 anos de festival as minhas expectativas estavam altas mas talvez um pouco altas de mais. Devo ter-me habituado à constante melhoria do mesmo nesta localização.</p>
<p>Assisti pela primeira vez à inauguração de sexta-feira. Há que dizer que este deve ser dos pontos altos do festival pois estava repleto de gente para assistir ao fogo-de-artifício (vá lá que dispensavam-se os restos do fogo-de-artifício a choverem em cima do público).<br />
Foi engraçado de ver a mistura de gente durante a noite. Os gunas da Amadora atrás das mesas de cocktail, os autores estrangeiros a circularem cruzando-se com as caras habituais dos festivais nacionais não faltando a comitiva camarária da praxe, tudo regado com uma banda sonora ao vivo que me pareceu um pouco desenquadrada. Grande interesse dos autores estrangeiros na mostra dos vencedores do concurso de BD do festival, onde até o Cebulski reconheceu um antigo Ricardo Tércio entre os muitos expostos, e espanto geral nos desenhos de grande artistas internacionais dedicados ao festival naquele que foi de longe o dia mais concorrido daquele fim-de-semana.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/12/fibda1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-446" title="fibda" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/12/fibda1.jpg" alt="fibda" width="500" height="375" /></a></p>
<p><strong>Sábado</strong><br />
Antes dos autógrafos, aproveitei para ver as exposições que no dia anterior tinha visto rapidamente. Já muito foi dito, por isso só destacarei algumas exposições como a do<strong> Rui Lacas</strong> que primou por um belo ambiente enquadrado com a obra. Já é habitual o premiado da edição anterior ter direito a uma exposição mais cuidada mas não me lembro de uma qualidade destas desde o Salazar, Na Hora da Sua Morte.<br />
A <strong>colectiva polaca</strong> foi das melhores surpresas deste ano apresentando uma série de espantosos artistas confirmando que existem grandes talentos fora dos mercados habituais e que se torna imperativo dar a conhecer ao mundo.<br />
<strong>Astérix </strong>destacou-se pela negativa fazendo lembrar a tremenda desilusão que foi a exposição Star Wars na última edição do festival, centrando-se mais no que era ‘acessório’ do que aquilo que todos esperavam. Da mesma maneira a exposição <strong>Mangá do Oriente e do Ocidente</strong> foi algo pobre e diria que foi para a mangá marcar presença.<br />
A exposição dos 50 anos de carreira do <strong>Maurício de Sousa</strong> sobressaiu pela variedade de pranchas expostas além do gigantesco Sanção que fazia as delícias de miúdos e graúdos.<br />
Finalmente a exposição da <strong>Planeta Tangerina</strong> foi a mais genial de todas em termos de cenário. Foi o mais bem conseguida de todas, apostando numa interactividade com o visitante que tinha que abrir as várias gavetas para apreciar a arte exposta.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/12/fibda2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-447" title="fibda" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/12/fibda2.jpg" alt="fibda" width="500" height="375" /></a></p>
<p>A exposição <strong>FIBDA: XX anos</strong> foi para mim e de longe a mais interessante. Tal como fez as delícias dos autores norte-americanos, eu também adorei ver aquela máquina do tempo formada por fotografias, desenhos e objectos de outras edições do festival onde se salienta a grande colecção de originais do CNBDI. Colecção que devia ser mais divulgada, exposta e partilhada com o público. Grandes nomes e excelentes desenhos!</p>
<p>Chegada a hora, o espaço comercial, autógrafos e conferências revelaram-se um verdadeiro sufoco. Reduzidas a dimensões liliputianas, com pouca ventilação, o ambiente era claustrofóbico e encontravam-se obstáculos por todo o lado (as colunas, o ‘eléctrico da saudade’, as mesas que já de si eram poucas para a procura ocupavam muito do pouco disponível). Voltando à disposição de há dois anos atrás, o espaço para autógrafos estava melhor distribuído mas sem qualquer iluminação. Com algumas das filas tão demoradas, nem era possível ler para matar o tempo.<br />
Mas isto não impediu uma grande afluência que não esmoreceu até ao fim do dia. Os autores estrangeiros esmeraram-se nos desenhos contribuindo para filas grandes mas os portugueses predominaram com especial destaque para Ricardo Cabral que teve uma fila só comparável à do Lepage no dia seguinte e a ‘miudagem da Marvel’ que foi um sucesso obrigando o Cebulski a permanecer bastante tempo a assinar e rever os portefólios que muitos artistas tentaram dar ao editor e caça-talentos mas sem sucesso (justiça para todos, o caça-talentos não levava o portefólio de ninguém porque ia a muitos festivais tendo que carregar com eles e chegaria a uma altura em que não poderia aceitar mais).</p>
<p style="text-align: center;">
<p><strong>Domingo</strong><br />
E que surpresa foi a fila para Emmanuel Lepage. Uma hora antes da hora marcada para os autógrafos e a fila já tinha encerrado. Felizmente que os desenhos eram rápidos o que permitiu a mais pessoas terem um desenho deste virtuoso artista. A sua exposição foi unanimemente um dos pontos altos dos vários artistas expostos apenas falhando na má iluminação que impedia a plena apreciação das pranchas.</p>
<p>Já os artistas canadianos faziam esperar e desesperar quem estava na fila. Mas se neste dia perdi três horas em duas filas, essa espera compensou largamente graças ao extremo detalhe e dedicação que estes autores dedicavam a cada pedido e também à sua amabilidade e boa disposição que distribuíam nas conversas e assinaturas.</p>
<p>Isto sem falar da grande variedade de conferências e apresentações de novos livros. Muito nos queixamos mas o mercado ainda mexe com algumas editoras a apostarem, felizmente cada vez mais, nos autores nacionais.<br />
Poderia dizer que falhei quase todas por distracção mas quando não existe um programa impresso durante o fim-de-semana inteiro além de que não se ouvia anúncio algum no espaço para os autógrafos (não se ouvia nada a não ser o mesmo CD da Rádio Comercial, “a mesma música a toda a hora”), como é que poderia estar atento? Aparentemente também houve um concerto de Noiserv durante a tarde de sábado. Fica a sugestão de transmitirem em directo os concertos e conferências pelo menos na área comercial e de autógrafos tanto para entreter quem espera como para aqueles que optam pelos autógrafos e gostariam de estar presentes nas apresentações e conferências.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="../wp-content/uploads/2009/12/fibda3.jpg"><img class="aligncenter" title="fibda" src="../wp-content/uploads/2009/12/fibda3.jpg" alt="fibda" width="500" height="375" /></a></p>
<p><strong>20º FIBDA</strong></p>
<p>As más surpresas começaram semanas antes da abertura do mesmo. Se por um lado muitas das sugestões apontadas no tópico “A Crise da BD em Portugal” tinham sido bem seguidas, por outro lado certas opções e atitudes continuam a ser um mistério apesar de vinte anos de (suposta) experiência.</p>
<p>Começando pela confirmação de nomes e anúncio do cartaz, finalmente, graças ao Twitter e fiando-nos na pessoa que escreve, foi possível ter uma confirmação do que já há muito se vinha a falar que é o facto da organização contactar autores 3 meses antes do festival.</p>
<p><em>&#8220;Just got a letter from the Mayor of the city of Amadora in Portugal. Events are afoot!11:35 PM Aug 3rd from TweetDeck&#8221;</em></p>
<p><em>&#8220;The dates are set and my tickets are booked&#8230;ChesterQuest 2009: Europe is a go! Info, dates and details to be announced soon!3:00 PM Aug 19th from TweetDeck&#8221;</em></p>
<p><em>&#8220;The 3 cons ChesterQuest Europe will revolve around are FACTS in Belgium, Amadora Comics Fest in Portugal &amp; Lucca Comics &amp; Games in Italy.6:53 AM Aug 20th from TweetDeck&#8221;</em></p>
<p>Como todos devem saber, quando se fala em marcar viagens que implicam vários dias, os artistas internacionais precisam das viagens marcadas com muitos meses de antecedência (em alguns casos, anos!). Este tipo de convites em cima do joelho só pode acabar mal e reflectir-se no cartaz final de tal maneira que com o festival a decorrer ainda se vão anunciando mais nomes.<br />
Isto reflecte-se na revelação tardia do cartaz. Tantas vezes criticada esta opção, ainda hoje espero uma explicação lógica que só traz desvantagens no meu ponto de vista:<br />
As lojas ficam sem tempo para encomendar livros o que leva a ter autores com poucos ou nenhuns livros à venda. Podem argumentar que as lojas/editoras que trazem autores saem prejudicadas e eu respondo que deviam anunciar todos os nomes com antecedência excepto estes que ficariam para mais perto da data precisamente para protegerem esse investimento (só para dar um exemplo de possível consenso).<br />
O mediatismo (in)existente sofre com este anúncio. Se o anúncio com muita antecedência dilui a atenção que os autores criam, 3 semanas ou 3 dias antes é a mesma coisa. Não há tempo para criar <em>hype</em> ficando as notícias sob a responsabilidade do núcleo duro bedéfilo (blogs e sites especializados). E isto para não falar de nomes confirmados enquanto o festival decorre (Mathias Lheman, François Schuiten)! Não vejo isto a acontecer com festivais de cinema ou de música onde metem a martelo outros nomes enquanto decorre o evento. Só leva ao agravamento das situações atrás indicadas para as lojas e <em>media</em>.<br />
Inexistência de informação acerca dos autores. “Google é o vosso amigo” dirá muito provavelmente a organização. N festivais pelo mundo fora anunciam nomes com meses de antecedência fornecendo muita informação incluindo biobibliografias dos autores (bendito Vinetãs que me trazes dores de cabeça mas pelo menos neste ponto dás muitas cartas) enquanto o site do festival se torna completamente irrelevante não fornecendo qualquer informação enquanto o festival não começa…</p>
<p>E que dizer dos autores nacionais? A situação caricata que ocorreu no tópico <em>XX FIBDA Já se conhecem (alguns) autores que vêem?</em> mostrou o que eles aparentam ser para o festival e o que eles realmente são.<br />
Apesar da tão famigerada importância dos portugueses para a organização, a discussão revelou-se uma “fuga para a frente” que culminou com o desterro dos nomes nacionais para o “fim da fila”, isto é, anunciados 5 dias antes da abertura, situação incompreensível ainda para mais quando são os mais fáceis de confirmar presença e de se deslocarem. Para quem esteve lá, na sua grande maioria, o tamanho das filas para os autores nacionais esteve taco a taco com os estrangeiros não se justificando a diferença de tratamento. Se por um lado se justificam com a prioridade que o público em geral dá aos estrangeiros (é um facto, não há como escapar pois a vinda de um estrangeiro é muito mais rara do que um nacional que se apanha em qualquer evento bedéfilo) por outro o número de pessoas nas filas só vem confirmar que o público quer tanto os nacionais como os estrangeiros.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/12/fibda4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-449" title="fibda" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/12/fibda4.jpg" alt="fibda" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Claro que depois disto não poderia deixar passar o arcaico modelo dos Prémios Nacionais. Muito já foi dito em muitos blogs e outros sites mas aquele que penso que acerta na muche é o <a href="http://notasbedefilas.blogspot.com/2009/10/e-o-que-dizer-sobre-os-pnbd.html" target="_blank">Notas Bedéfilas</a>.<br />
Em 2006 quando o álbum <strong>Merci, Patron</strong> do Rui Lacas foi publicado em França, o mundo bedéfilo nacional rejubilou com a chapada de luva branca que as editoras levaram com a prova de que não são necessárias para um autor conseguir ser publicado no estrangeiro. O álbum foi premiado com o Melhor Álbum Estrangeiro e editado em português. Três anos volvidos e após diversos autores terem sido publicados num dos mais difíceis mercados de BD, não há qualquer tipo de nomeação, prémio, exposição ou qualquer tipo de reconhecimento que não um convite para os autógrafos. Terá sido a vinda do Cebulski que os fez subitamente aperceberem-se destes artistas? Pena que José Carlos Fernandes e João Mascarenhas não tenham sido nomeados ou ainda que os vários artistas referidos <a href="http://www.centralcomics.com/forum/index.php?topic=141.msg4673#msg4673">aqui</a>, entre outros, não tenham a atenção devida ano após ano!</p>
<p>Na Pública, revista que vem com o jornal <strong>Público</strong> aos domingos, o festival recebeu o selo <em>O Pior de Tudo</em> na semana do anúncio do cartaz. Posso não concordar com a justificação para a atribuição do selo mas aplaudo a atribuição. A minha crítica só seria menos extensa se não estivéssemos a falar de duas décadas de experiência! Fazer uma lista do que há para ser melhorado é bom para um festival a começar ou que tenha uns cinco anos de existência. Já vinte anos tornam indesculpáveis erros tão básicos, comparáveis ao nome da cidade.</p>
<p>Mas críticas à parte, esta é a maior festa da BD em Portugal e esperemos que dure outros vinte, quarenta, oitenta anos, que cresça e se afirme, se profissionalize e agrade a todos dentro do possível.</p>
<p><em>Por Diogo Campos</em></p>
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		<title>Viñetas Desde o Atlântico</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 13:23:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Jesus</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
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		<description><![CDATA[Celebrando uma dúzia de edições, o festival Viñetas desde o Atlántico volta ao edifício que o viu nascer numa edição que, estando uns poucos furos acima da última, ainda me deu umas quantas dores de cabeça, sempre culpa da organização algo desleixada.
Tudo começou com a promessa de um site oficial do festival com toda a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/09/vinhetas.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-224" title="Viñetas desde o Atlantico" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/09/vinhetas.jpg" alt="Viñetas desde o Atlantico" width="100" height="60" /></a>Celebrando uma dúzia de edições, o festival <strong>Viñetas desde o Atlántico</strong> volta ao edifício que o viu nascer numa edição que, estando uns poucos furos acima da última, ainda me deu umas quantas dores de cabeça, sempre culpa da organização algo desleixada.<span id="more-223"></span><br />
Tudo começou com a promessa de um site oficial do festival com toda a informação acerca do mesmo. A promessa ficou por cumprir e a pouca informação que o blog oficial dava não respondia às principais preocupações que tinha que eram muito simplesmente os horários.</p>
<p>Para os horários das exposições, o visitante era remetido para sites com informação sobre o edifício em causa (um deles tinha tudo, até os metros quadrados de área disponível para exposição, excepto horário de abertura) e horários dos autógrafos, nem vê-los. Foi num comentário de resposta no blog da <strong>Biblioteca Municipal da Corunha</strong> (obrigado hughes!) que referiam que seriam Sábado de manhã. Horas em concreto fiquei mais uma vez sem saber.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img class="aligncenter" title="Pranchas de Exposição" src="http://farm3.static.flickr.com/2632/3845313335_0fa99be237.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>Meti-me à estrada um pouco atrasado e às cegas em relação à situação dos autógrafos. Cheguei a esgalhar as 12:40 e ocorreu um milagre: havia um programa do festival, bem distribuído e com os horários dos autógrafos!! E vendo o programa, constato com apreensão que a organização este ano trocou as voltas tendo eu feito uma longa viagem para descobrir que tinha menos de uma hora de autógrafos pela frente!</p>
<p>Não me chegava estar atrasado para a abertura do festival nesse dia, ainda tive que correr à procura dos autores que este ano mais me interessavam, <strong>Emma Ríos</strong> e <strong>Pasqual Ferry,</strong> só descansando quando consegui marcar presença em ambas as filas. Nisto, fiquei estupefacto que dois dos maiores nomes presentes,<strong> Scott McCloud</strong>, um dos maiores teóricos da BD, e <strong>Posy Simmonds</strong>, criadora da tira <em>Tamara Drewe</em> que irá ser adaptada para cinema pelo mesmo realizador de “A Rainha”, eram os autores com as filas mais pequenas (no tempo que lá estive a fila para o Scott não deve ter tido mais que 5 pessoas) enquanto que os restantes tinham sempre filas consideráveis. Escusado será dizer que como é habitual e pude experienciar no ano passado, não houve controlo no tamanho das filas. Apesar de estar em Espanha, à boa moda portuguesa, os fãs chegaram perto do final do tempo disponível para os autógrafos obrigando a organização a improvisar um prolongamento de mais meia hora na maratona de desenhos&#8230; E mesmo assim não vi ninguém a fechar filas ou barrar a entrada a mais visitantes… Felizmente já estava despachado dos simpatiquíssimos Pasqual e Emma, encontrei a mesa do Scott e Posy vazia e os restantes autores com filas que aposto que se prolongaram muitos depois das excepcionais 14:00. Resignei-me à minha má sorte, desisti e aproveitando a hora da <em>siesta</em> que faz com que a cidade esteja completamente parada entre as 14 e as 18 (ainda para mais sendo feriado), consegui finalmente visitar a famosa Torre Hércules, símbolo do festival e presença constante em todos os cartazes do mesmo. Classificada como Património da Humanidade pela Unesco há coisa de mês e meio, esta secular fortificação/farol, o único farol romano existente no mundo, tem uma espectacular vista para o oceano e parte da cidade valendo bem a pena subir, nem que seja para matar tempo e fazer exercício… A subida é penosa mas compensa…</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img class="aligncenter" title="O Farol" src="http://farm3.static.flickr.com/2557/3846185170_213d74c26c.jpg" alt="" width="375" height="500" /></p>
<p style="TEXT-ALIGN: left">Com o tempo de sobra e enquanto as exposições não abriam, tratei de conhecer a “Rua da BD” enquanto uma quantidade incrível de pessoas se concentravam à porta do Kiosk Alfonso para usufruírem do restante programa que incluía uma conferência do Scott McCloud com mais de 2 horas de duração.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: left">A “Rua da BD”, o local ocupado pelas casotinhas das editoras e livrarias especializadas, também não escapou à crise! Pequenas e recentes editoras como a <strong>Diábolo Ediciones</strong> que pareciam ter firmado um lugar no mercado editorial e até mesmo editoras já calejadas como a <strong>Sins Entido</strong> não se fizeram representar de forma alguma, nem mesmo nas bancas das livrarias que tinham apenas um ou outro título.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img class="alignnone" title="Rúa da BD" src="http://farm3.static.flickr.com/2437/3846090990_4dc792819e.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>E se à primeira vista me pareceu que o número de bancas não se tinha alterado em relação ao ano passado, a verdade é que sofreu uma significativa redução. A organização providenciou uma tenda, mesas e cadeiras que foram prontamente ocupadas por jogadores de cartas <em>Magic</em> e afins. O que é uma boa ideia para puxar ao negócio, foi também uma forma de maquilhar a falta de bancas preenchendo o espaço em falta com esta grande tenda. Ainda assim o mercado espanhol continua em grande com centenas de editoras que editam de tudo em edições que tantas vezes superam a original. Só para dar um exemplo de um título que inúmeros fãs do argumentista <strong>Ed Brubaker</strong> desconhecem, para mim foi uma surpresa ver em formato franco belga (!) de capa dura (!) <em>The Fall</em>, desenhado por <strong>Jason Lutes</strong>, lançado originalmente pela <strong>Drawn and Quaterly</strong> em 2001 numa edição em formato comic e papel algo fraquito que amarelece com o tempo. Diversos títulos das maiores editoras americanas como <em>Criminal, Arkham Asylum</em> ou <em>Grendel</em> com edições muitos furos acima das originais e a preços bem convidativos, tudo o que se lembrem é editado por lá.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img class="alignnone" title="A Fachada" src="http://farm4.static.flickr.com/3465/3846093222_5890efb9b4.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>Isto sem esquecer os autores nacionais que não lhes faltam editoras e meios de publicação estando muito bem representados nas bancas com inúmeras obras de todos os estilos imagináveis… E ainda se queixam da crise e do mercado não sei que mais…</p>
<p>Falta referir que este festival também é aproveitado pelas editoras que tratam de correr atrás dos direitos dos livros onde os talentos nacionais a trabalhar para os states estão a dar cartadas. Na última edição lançaram <strong>David Aja</strong> (primeiro volume do Iron Fist) e <strong>Daniel Acuña</strong> (Uncle Sam and the Freedom Fighters) e este ano o alvo foi Emma Ríos e a mini-série <em>Hexed</em> que até teve direito a duas edições, uma galega e outra castelhana, apesar da série a que esta mini está ligada, <em>Fall of Cthulhu</em> da editora Boom! Studios, ainda não ter sido lançada em terras espanholas. Falta saber se os leitores irão captar todas as referências.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img class="aligncenter" title="Exposição" src="http://farm4.static.flickr.com/3136/3846100736_59ff6477e5.jpg" alt="" width="375" height="500" /></p>
<p style="text-align: left;">
Se alguma vez forem ao festival e só dispuserem de um dia de fim-de-semana têm que ter muito presente que esse dia traduz-se em apenas 4 horas de portas abertas para ver as exposições e obterem desenhos dos autores. Descontem cerca de 2 horas para os autógrafos e não vos resta tempo para visitar os cerca de 4 edifícios com exposições, ainda para mais se forem assistir a uma conferência. Tive que fazer a escolha e decidi visitar o Kiosco Alfonso onde estão expostos os espantosos <strong>André Juillard, Vittorio Giardino</strong> e <strong>Posy Simmonds</strong> além dos hilariantes cabezones (caricaturas satíricas de famosos filmes como <em>Spider-Man, Kill Bill</em> ou<em> Indiana Jones</em>) de<strong> Enrique Vegas</strong> e o variadíssimo material norte-americano do Álex Cal enquanto decorria a conferência do Scott McCloud, último evento no programa do festival.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"> </p>
<p>No caminho de regresso ainda fiz uma paragem na Casa de Cultura Salvador de Madariaga onde estavam expostos <strong>Mariano Casas Gil</strong>, vencedor do Premio Castelão de BD 2008, autor que trabalha muito em desenho vectorial, e Emma Ríos, um novo talento que está aí a rebentar e que é a minha aposta para o cartaz do festival do próximo ano já que além de ser um talento local, é tradição do festival encomendar o cartaz do ano seguinte a um dos autores que mais se destacou no ano transacto (o cartaz deste ano foi realizado pelo Daniel Acuña, recentemente incluído no grupo <em>Young Guns 2009</em>, colectivo de novos desenhadores em destaque anualmente na <strong>Marvel</strong>).</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="O Cartaz" src="http://farm3.static.flickr.com/2633/3846140310_bca064011a.jpg" alt="" width="364" height="500" /></p>
<p>Se no ano passado me martirizei por me ter esquecido da máquina de fotografar, este ano tive o prazer de conviver com a paranóia dos seguranças dos edifícios. É impossível tirar uma foto que seja às pranchas, exposições em geral ou mesmo aos autores mesmo quando estes não se importam de posar ao lado dos fãs!! No Kiosco Alfonso foi um jogo de gato e rato com os seguranças até que o flash da máquina me denunciou enquanto na Casa da Cultura Salvador de Madariaga o único segurança presente avisou-me à saída que só poderia tirar fotos ao tecto do edifício (vitrais bem bonitos por sinal) mas não às pranchas. Mal sabia ele que tirei tudo o que me interessava enquanto ele estava pendurado ao telemóvel.</p>
<p>Além disto, ______ (inserir aqui entidade sobrenatural/extraterrestre com a qual têm algum tipo de afinidade) vos livre de levar mochilas para o Kiosk Alfonso! Estais autorizados a carregar os livros e demais tralha na mão ou até mesmo em sacos de compras. Às senhoras, ninguém as incomodava mesmo se a carteira fosse ligeiramente mais pequena que uma vulgar mochila. Agora mochilas, nem pensar! Quiçá houve muitas queixas de mochilas estragadas ao enfiarem uma ou duas pranchas à força toda para as levarem para casa ou talvez numa edição anterior algum larápio tenha levado a cadeira ou caneta de um autor. Estou aqui a brincar e às tantas já tentaram raptar algum autor levando-o escondido num compartimento secreto dentro dessa maldita invenção do demo&#8230; Enfim, não fosse a língua poderia pensar que estava nos Estados Unidos da Paranóia.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Exteriores" src="http://farm3.static.flickr.com/2564/3846090502_5cbc1e760d.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>Apesar das contrariedades descritas a que já me habituei vale sempre a pena fazer uma visita ao festival e à cidade. Em Agosto celebra-se a Festa María Pita, uma espécie de Padeira de Aljubarrota local que deu o nome à praça central da cidade e tornou conhecida a cidade no séc. XVI. Festa esta onde a cidade vive imensos eventos culturais e este festival se inclui. Um festival com grandes talentos, livros que são bons negócios (se não se importarem de ler em castelhano ou galego) e sempre pronto a receber qualquer bedéfilo com um bom ambiente… se desculparem alguma falta de organização.</p>
<p><em>Por Diogo Campos</em></p>
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		<title>O Regresso do Made in USA!</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 13:44:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Jesus</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Central Comics está de volta e isso significa que a coluna Made in USA pode voltar a ser lida por todos aqueles que querem saber um pouco mais sobre o universo mainstream de comics Norte-Americanos. Mas a mesma volta com uma mudança, querem saber qual? É só continuar a ler o artigo&#8230;

Devido à reformulação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/07/madeinusa1_0.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-125" title="Green Lantern" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/07/madeinusa1_0.jpg" alt="Green Lantern" width="108" height="70" /></a>A Central Comics está de volta e isso significa que a coluna Made in USA pode voltar a ser lida por todos aqueles que querem saber um pouco mais sobre o universo mainstream de comics Norte-Americanos. Mas a mesma volta com uma mudança, querem saber qual? É só continuar a ler o artigo&#8230;</p>
<p><span id="more-123"></span><br />
Devido à reformulação da Central Comics, foi decidido eliminar a secção de notícias breves que era povoada semanalmente pelas últimas notícias relacionadas com o universo dos comics. Decidi então que a Made in USA será semanalmente a fonte dessas mesmas notícias com a minha opinião à mistura, posso dizer que também continuarei com a coluna “Nostalgia Ataca!” mas essa será de periocidade incerta e poderá tanto incidir sobre comics como sobre filmes ou cartoons ou mesmo séries de TV. Vamos então à nova Made in USA.</p>
<p><strong><a href="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/07/ryan_reynolds-1.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-127" title="Ryan Reynolds" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/07/ryan_reynolds-1-100x150.jpg" alt="Ryan Reynolds" width="100" height="150" /></a>Ryan Reynolds será Hal Jordan no filme do Lanterna Verde –</strong><br />
Sempre foi um dos heróis que todos pensavam “mas porque é que Hollywood não faz um filme sobre ele?” e parece que desta é que vai ser. Uma das melhores premissas de sempre, alguém cujo poder reside num anel que pode tornar real tudo o que imaginamos, finalmente vai ter o tratamento cinematográfico depois de algumas (fugazes) passagens pelo pequeno ecrã em forma de cartoon.<br />
Aproveitando a excelente fase que os livros baseados na personagem atravessam actualmente (do melhor mesmo), a Warner/DC aproveita a onda e prepara um filme <em>live action</em> tendo já começado a confirmar alguns dos nomes envolvidos em algo que irá começar oficialmente a produção em Janeiro de 2010.<br />
<strong>Marc Guggenheim</strong> (<em>Flash, Amazing Spider-Man</em>), <strong>Greg Berlanti e Michael Green</strong> (<em>Superman/Batman, Heroes</em>) serão os escritores envolvidos enquanto que o actor principal será alguém já conhecido dos fãs de filmes baseados em comics, <strong>Ryan Reynolds</strong> que já participou em <em>Blade: Trinity</em> e mais recentemente foi o mercenário Deadpool no filme do Wolverine e no pouco que apareceu deu a entender que tem o carisma necessário para interpretar um herói que possui isso em grande escala.</p>
<p>Com 200 milhões, penso que o orçamento será algo que não irá puxar o filme para algo vergonhoso (afinal o actor principal não irá consumir uma grande fatia do mesmo presumo) e por isso espero algo que aproveite o melhor que a personagem tem e não exagere a querer mostrar já toda a Tropa dos Lanternas Verdes. Algo relacionado com a sua origem, com o que o anel pode fazer (coisas bonitas e visuais), uma pequena incursão no espaço e no final conhecer a Tropa era  algo que funcionaria bem.</p>
<p><strong><a href="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/07/250px-blackest_night.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-126" title="Blackest Night" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/07/250px-blackest_night-100x150.jpg" alt="Blackest Night" width="100" height="150" /></a>Blackest Night #1 sai esta quarta-feira –</strong><br />
Quem não quer esperar pelo filme, pode continuar a acompanhar as, fantásticas, histórias que estão a ser publicadas em <em>Green Lantern</em> e <em>Green Lantern Corps</em> que vão entrar agora numa nova saga que promete abalar todo o universo DC. Após a falha, monumental, de não ter publicitado melhor aquela que se veio a tornar junto dos fãs e críticos uma das melhores sagas do ano, a guerra contra Sinestro, a DC não vacilou e decidiu colocar em <strong>Geoff Johns</strong> e no universo dos Lanternas Verdes o peso de serem protagonistas do novo mega evento da companhia.<br />
A saga vai-se focar na guerra entre as diferentes tropas que existem no momento: <em>Yellow ,Violet, Blue, Red, Orange, Indigo</em> e agora <em>Black</em>.</p>
<p>Johns parece continuar o seu papel em reformular vilões que nunca aspiraram a muito (como já o tinha feito em <em>Flash</em>) e transfigurou o por vezes cómico Black Hand, em alguém muito perigoso e poderoso. Tenho grandes expectativas para esta aventura já que Sinestro Wars foi sem sombra de dúvida uma das melhores sagas de sempre e revitalizou, junto com Aniquilação da Marvel, o aspecto cósmico nos comics Norte-Americanos.</p>
<p><strong>Marvel volta à moda das capas especiais metalizadas ou Holográficas -</strong><br />
<a href="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/07/ultimate-ha-1.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-128" title="Ultimate Comics: Spider-Man #1" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/07/ultimate-ha-1-100x150.jpg" alt="Ultimate Comics: Spider-Man #1" width="100" height="150" /></a>O que para muitos foi uma praga e algo que ajudou a arruinar o mercado dos comics dos anos 90 está de volta. A editora Marvel, óbvio (e com isto não a critico apenas que algo assim é mais lógico vindo daquelas bandas), irá promover o retorno dos títulos pertencentes à linha Ultimate com capas alternativas neste formato tão em voga na última década do século XX. Será já este mês com o regresso de <em>Ultimate Comics Avengers</em> e <em>Ultimate Comics Spider-Man</em> que todos vão poder matar as saudades de verem capas deste género nas bancas ou nas estantes em casa.<br />
Sinceramente é algo que, se não feito em demasia, não me faz espécie nenhuma. Sim, foi um dos motivos que ajudou à escalada da especulação no mercado Norte-Americano com fãs a comprar o livro a 1$ e no dia a seguir o mesmo subia para 50$ num abrir e fechar de olhos, mas a estupidez de uns não deve atrapalhar o divertimento de outros. É apenas manterem isto em edições “especiais” como neste caso e não os estar a criar de 3 em 3 semanas&#8230; oh wait..<br />
Bom, eu sou fã das mesmas. Exisitiam algumas capas que devido ao seu efeito faziam-nos logo querer comprar a mesma e isso pode ajudar a revitalizar um pouco o mercado dos comics que está a ser algo suplantado pelo cada vez mais emergente mercado dos TPB’s, HC’s e afins.</p>
<p><strong>Natalie Portman será Jane Foster no filme do Thor –</strong><br />
<strong><a href="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/07/thor-movie.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-129" title="Thor" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/07/thor-movie-100x150.jpg" alt="Thor" width="100" height="150" /></a>Natalie Portman</strong> é o mais recente reforço, de peso, para um dos próximos filmes da Marvel Studios que irá começar a ser filmado no começo de 2010. Ela irá representar Jane Foster, o primeiro amor de Thor, protagonizado por <strong>Chris Hemsworth</strong> (<em>Star Trek</em> 2009). Este filme não está a puxar muito por mim já que todos os envolvidos fazem-me ter um pouco de medo pelo rumo que o mesmo irá tomar. <strong>Kenneth Branagh</strong> não seria o realizador que eu escolheria e o actor principal não me parece ter o físico ideal para o Deus de Asgard. Veremos o que vai dar.</p>
<p><strong>Junho foi um bom mês de vendas para a Marvel e DC –</strong><br />
As 2 companhias viram os seus títulos mais vendidos ultrapassarem a barreira dos 100 mil exemplares vendidos. <em>Batman &amp; Robin #1</em> levou o troféu para casa com 168,000 exemplares vendidos enquanto que no segundo lugar ficou o <em>Capitão América #600</em> com 112,000. Pode ser um sinal de revitalização ou apenas uma resposta a 2 grandes campanhas de <em>marketing</em> de ambas as companhias em 2 dos seus grandes símbolos. A nova fase do Batman merece todos os lugares que conseguir no top 10 porque tem sido algo do melhor que se viu nos últimos anos nos títulos do Morcego e a saga de Brubaker à frente do Capitão apesar de já algo degastada, continua a produzir histórias acima da média (o que não foi o caso neste número). Com a qualidade de alguns dos títulos actualmente acho que a revitalização devia e poderia acontecer. Tudo depende da vontade dos leitores.</p>
<p><em><span style="text-decoration: underline;">Por Hugo Silva</span></em></p>
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		<title>V Festival Internacional de BD de Beja</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 13:15:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Jesus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crónicas]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
		<category><![CDATA[bd beja festival diogo campos Gary Erskine Craig Thompson Dark Horse Mattotti]]></category>
		<category><![CDATA[troféus Central comics]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais um ano, mais uma edição do festival de Beja. Se o ano passado foi o desabrochar do festival com um ‘cabeça de cartaz’ sonante, este ano foi a confirmação. Da minha parte, fica aqui uma descrição dos dias 29 a 31 Maio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/06/vbeja0.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-92" title="Festival de BD de Beja" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/06/vbeja0.jpg" alt="Festival de BD de Beja" width="100" height="70" /></a>Mais um ano, mais uma edição do festival de Beja. Se o ano passado foi o desabrochar do festival com um ‘cabeça de cartaz’ sonante, este ano foi a confirmação. Da minha parte, fica aqui uma descrição dos dias 29 a 31 Maio.<span id="more-15"></span></p>
<p>Posso dizer que o festival, antes de ter começado oficialmente, me reservou muitas surpresas. Tendo escrito um texto sobre Gary Erskine para o Splaft, o catálogo do festival, fiquei extremamente surpreendido por saber que ia ter o privilégio de acompanhar Gary Erskine e a sua mulher na viagem de Lisboa para Beja onde pude constatar a enorme simpatia e simplicidade deste autor escocês.</p>
<div id="attachment_18" class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><a href="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/06/vbeja05.jpg"><img class="size-full wp-image-18" title="vbeja05" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/06/vbeja05.jpg" alt="Gery Erskine" width="270" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Gery Erskine</p></div>
<p>Chegados à Galeria do Desassossego, já tínhamos à espera uma bela comitiva de autores constituída por Marco Mendes, Denis Deprés acompanhados pelas respectivas mulheres, Craig Thompson e Sierra Hahn, editora da Dark Horse (que surpresa das surpresas era a companheira de Craig) e o grande Mattotti. Isto sem falar da boa disposição de Geraldes Lino que chegou mais tarde.</p>
<div id="attachment_19" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-19" title="vbeja04" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/06/vbeja04.jpg" alt="Craig Thomson" width="450" height="600" /><p class="wp-caption-text">Craig Thomson</p></div>
<p>Depois de termos experimentado os mais diversos estranho pratos da casa, começou a jornada na busca por um bar na noite bejense. Apesar de termos ‘perdido’ alguns companheiros nessa difícil campanha, fomos acompanhados pelo Hugo Teixeira e Vidazinha. Finalmente encontrado um bar com snooker que o Geraldes Lino tanto insistiu, uma alegre conversa bem regada com copos, desenhos (indecentes) e fotografias, a noite prolongou-se com um feroz combate de snooker entre as tropas portuguesas constituídas por Geraldes, Marcos e Hugo Teixeira contra os ianques Sierra e Craig que, verdade seja dita, não pareciam ter muito jeitinho para o jogo. Devido ao jet lag da viagem, Craig e Sierra tinham a pica toda para continuar no jogo mas como se costuma dizer, no dia seguinte trabalha-se e acabamos o jogo às 3 da manhã com um empate.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-20" title="vbeja08" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/06/vbeja08.jpg" alt="vbeja08" width="600" height="450" /></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Sábado, abertura do festival</strong></span><br />
Devido ao vento e temperaturas algo baixas na edição anterior, este ano foi decidido um adiamento do festival para uma altura de bom tempo. E que tempo! Céu limpo e temperaturas a rondarem os 40º que deixavam qualquer um de rastos, ainda para mais americanos e escoceses pouco habituados a este calor.<br />
Ainda assim, este maravilhoso e terrível tempo não demoveu imensa gente de sair à rua e comparecer para a abertura do festival que, como é da praxe, se atrasou. Nada que não se revolvesse com 2 dedos de conversa com conhecidos e autores no mercado do livro. Após o discurso inaugural do Presidente da Câmara, as portas ficaram abertas para se poderem apreciar as diversas exposições. Tantas onde destaco o novo valor nacional que é Carlos Rocha, a vasta exposição de Mattotti, a diversidade de Gary Erskine e a simplicidade do traço de Craig Thompson.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-21" title="vbeja07" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/06/vbeja07.jpg" alt="vbeja07" width="600" height="450" /></p>
<p>O maior afluxo de visitantes ao festival também se sentiu nos autógrafos onde Thompson foi dos mais requisitados e Erskine o mais demorado porque além de falar pelos cotovelos, dedicava-se a fazer desenhos com enorme atenção ao detalhe. Eram quase 20 horas e ainda estava a atender pedidos.<br />
A programação continuou com as inaugurações das exposições Luminus Box, Venham+5, Voyager e Hugo Teixeira na Biblioteca Municipal, seguindo para o Museu Jorge Vieira – Casa das Artes com a exposição de Marco Mendes e finalmente acabando no Museu Regional de Beja, onde a obra de Alex Gozblau estava exposta e se realizou o habitual jantar volante.</p>
<div id="attachment_22" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img class="size-full wp-image-22" title="vbeja06" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/06/vbeja06.jpg" alt="Museu Regional de Beja" width="600" height="450" /><p class="wp-caption-text">Museu Regional de Beja</p></div>
<p>Este jantar ficou marcado por uma justíssima homenagem a Geraldes Lino que foi apanhado desprevenido tendo ficado sem palavras. Uma homenagem pelo trabalho feito na área dos fanzines, pela sua extrema dedicação à nona arte e pela criação da tertúlia de BD de Lisboa que fez 24 anos nesta última quarta-feira, dia 3 Junho. Além do discurso do Presidente da Câmara de Beja, este ofereceu 4 medalhas da cidade e uma placa alusiva à homenagem.</p>
<p>Com muitos copos e boa disposição à mistura, os bedéfilos tomaram conta da Galeria do Desassossego onde este ano se realizou o concerto com os portugueses Million Dollar Lips! e à semelhança do ano passado prendeu a atenção de um dos autores presentes, neste caso o italiano Mattotti.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-23" title="vbeja01" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/06/vbeja01.jpg" alt="vbeja01" width="600" height="450" /></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Domingo…</span></strong><br />
E o sol sem dar tréguas. Uma visita guiada ao centro de Beja onde estavam presentes mais bejenses que visitantes de outras cidades coincidiu com o debate da Associação de Autores de Banda Desenhada. Esta reunião que dizem ter sido pouco frequentada parece mais uma vez confirmar a ideia de que apesar do muito que se fala e se podia fazer, a mesma “meia dúzia de cromos” da BD não se consegue juntar num grupo coeso. Ainda assim, do que depreendi do relato de algumas pessoas presentes, a associação parece ter dado alguns passos no sentido de tentar ter alguém que se dedique a tempo inteiro de forma a aliar esforços que neste momento estão dispersos em diversos projectos e que se poderiam unir em alguns poucos com mais impacto e pujança.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-24" title="vbeja02" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/06/vbeja02.jpg" alt="vbeja02" width="600" height="450" /></p>
<p>O dia foi preenchido com conversas, workshops e apresentações, algumas das quais adiadas do dia anterior como as do Venham+5 #6 e O Maior de Todos os Tesouros de Carlos Rocha. Todos os anos por esta altura já é habitual a apresentação de um novo número da antologia Venham+5 que este ano muita gente estranhou ser tão “fininha” já o número de autores que participaram diminuiu.<br />
Destaque para a apresentação de um novo autor de BD humorística, Carlos Rocha que apresentou o seu O Maior de Todos os Tesouros como parte integrante da colecção Toupeira.</p>
<p>Gary Erskine deu uma preciosa ajuda com o atelier “Entra no Mundo dos Comics” onde deu bastantes conselhos sobre como apresentar e melhorar um portfólio tendo analisado os de alguns autores presentes. Isto enquanto decorria na bedeteca as apresentações do Menino Triste de João Mascarenhas, Zona Zero e Celacanto.</p>
<p>Devido à sucessão de apresentações adiadas, todas estas apresentações ficaram atrasadas tendo a conversa com Craig Thompson sido adiada para as 18, altura em que infelizmente muitos de nós tiveram que sair.</p>
<p>De um modo geral penso que a edição deste ano fica marcada pelo &#8220;+&#8221;. + autores, + exposições, + pessoas, enfim, um festival mágico que já nos habituou a superar-se todos os anos.<br />
Novidade nesta edição foi a sobreposição de vários eventos que infelizmente tornaram impossível assistir a todos, facto que comprova que o festival está a crescer bastante dando-se ao luxo de se dispersar em várias vertentes.<br />
Este ano, os miúdos não foram esquecidos estando parte da programação bastante focada neles com os autores Rui Cardoso e Carlos Rocha disponíveis além de filmes e actividades para os entreterem.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-25" title="vbeja03" src="http://www.centralcomics.com/wp-content/uploads/2009/06/vbeja03.jpg" alt="vbeja03" width="600" height="450" /></p>
<p>De notar que a manga continua com a pujança habitual estando este ano representado com 4 (!) exposições (All-Girlz, All-Girlz Banzai, Luminus Box e Hugo Teixeira) além da apresentação do All-Girlz Galore e lançamento do Monótonos Monólogos de um Vagabundo – Entrevista com Hugo Teixeira.</p>
<p>O festival acabou neste último fim-de-semana e já se ouvem algumas críticas já habituais sobre a aposta no alternativo. A verdade é que, como já ouvi dizer, “o alternativo é o novo mainstream”. O chamado mainstream parece estar a definhar, pelo menos a ver nas editoras que editavam material traduzido, enquanto que os fanzines, edições de autor e outros com tiragens reduzidas são o que parece mais vingar num mercado que já viu (muitos) melhores dias. Percebo a crítica e de certa forma compreendo-a mas ainda me vão convencer que Craig Thomspon é alternativo! (dêem uma vista de olhos no catálogo da editora Fantagraphics).</p>
<p>Confirmados (em principio) para o próximo ano já estão Hypoolyte e Mike Mignola numa edição que Paulo Monteiro já descreveu que &#8220;Será o melhor de todos os festivais que fizemos e o pior de todos os que haveremos de fazer!&#8221;<br />
Com estes nomes não há que enganar, mais uma vez será a melhor edição de sempre do festival alentejano.</p>
<p>Tenho que agradecer ao Paulo Monteiro pela possibilidade de estar presente para escrever esta rubrica e também por um excelente trabalho de organização que apesar de tudo deve ser provavelmente quem menos aproveita o festival estando ocupadíssimo a resolver problemas que os visitantes nem notaram.</p>
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