Cinema: Análise – Roda Gigante (2017)

Woody Allen aposta de novo no cinema, após conhecer sucesso com as suas comédias românticas em Roda Gigante ele opta por mergulhar no Drama.

Roda Gigante, de Woody AllenWonder Wheel apresenta uma história multifacetada, com inúmeros caminhos por explorar, no entanto penso que explorou o errado.

A assinatura de Allen é a replica do cinema italiano, que por si já se destaca nas bilheteiras pela negativa. Um cinema monótono que toma o seu tempo a chegar a lado algum, preferindo analisar antes o mundano, reconheço-lhe os méritos, mas não lhe apanhei o gosto, e isto Allen não me mudou. Por isto mesmo apelo ao leitor alguma compreensão, deixando bem claro que não sou o mais indicado para criticar a obra de Woody Allen.

Fora um argumento muito próprio, menos jocoso mas igualmente pessoal, o filme oferece algo novo, mas não sei se será bom.

No ecrã é nos apresentado um teatro, uma espécie de sitcom, com cenários reciclados. A Câmara não trás nada de novo, mas a luz está peculiar, mais uma vez levantada directamente do teatro. Por fim temos a banda Sonora, a definição de “ad nauseum”. Sempre a mesma música, 10, 15, 20 vezes, espalhada pelo filme, tal qual aquele hit de verão que constitui 50% do barulho de fundo daquelas boates duvidosas.

Sobram só os louros a alguns actores e à equipa de guarda-roupa e decoração, tudo o resto é excepcionalmente natural, e por conseguinte nada de especial.

Aos fãs do autor não hesito a recomendação, a todos os outros não posso dizer o mesmo.

5/10

Henrique Correia