Cinema: Análise – Woodshock (2017)

Já chegou às salas de cinema Woodshock, com estreia a 23 de novembro, com Kirsten Dunst no papel de protagonista e o Central Comics, já foi ver!

Numa realização em parceria entre duas irmãs estilistas e do mundo da moda, Kate Mulleavy e Laura Mulleavy, (note-se: sem qualquer experiência prévia quanto a argumentos de cinema ou realização), ficamos com uma sensação de “mas que coisa está a acontecer no ecrã?”. A nível de história, parece que pouco acontece. Aliás, pouco acontece mesmo. Podemos resumir o enredo em três frases e a palavra morte seria repetida três vezes.

Sem querer revelar o enredo, Theresa (Kirsten Dunst) sofre uma perda na família e recorre aos estupefacientes, sobretudo LSD, para conseguir recuperar do vazio que lhe restou. Com o nome Woodshock, confesso que esperava algo mais relativo ao mundo musical, numa clara alusão ao mítico e enorme Woodstock de 69. É verdade que a banda sonora está à altura do filme, mas não sei ao certo se se tratará de um elogio.

Woodshock

Tanto quanto é possível perceber, o filme pretende ser uma experiência sensorial mais que um candidato aos óscares pelo argumento e relações entre personagens, sendo evidente o protagonismo dando à presença de efeitos luminosos, sonoros e tatuais.

WoodshockQuanto à representação e aos atores, o elenco não é muito vasto, havendo apenas três personagens relevantes: Theresa (Kirsten Dunst), Nick (Joe Cole) e Keith (Pilou Asbaek), o último talvez mais conhecido pelo papel de Euron Greyjoy em Guerra dos Tronos.

Para concluir, é provável que este filme passe despercebido a grande parte do público, até por ser uma produção independente, mas vale pela experiência sensorial.

Classificação: 5/10.

Bernardo Rodrigues


“A cronologia é o que distingue a BD de
super-heróis” (Análise Marvel)