Crítica: Cinema – “Assassino Americano”, de Michael Cuesta

Baseado no livro de Vince Flynn com o mesmo nome, “Assassino Americano“, é um filme que tem como base o combate contra o terrorismo.

Assassino Americano

Realizado por Michael Cuesta, o filme conta a história de Mitch Rapp (Dylan O’Brien), um jovem de 23 anos, é surpreendido com um ataque terrorista numa praia, sendo uma das vítimas a sua namorada, Katrina (Charlotte Vega), que tinha sido pedida em casamento momentos antes do ataque. Mais tarde, Mitch é recrutado pela Directora Adjunta da CIA, Irene Kennedy (Sanna Lathan), atribuindo-lhe como seu instrutor Stan Hurley (Michael Keaton), um veterano da Guerra Fria. Juntos têm como missão de investigar uma onda de ataques, aparentemente aleatórios, a alvos militares e civis. A descoberta de um certo padrão de violência, leva-os a uma missão conjunta com uma agente turca, Annika (Shiva Negar), tendo como objectivo deter um misterioso suspeito, apelidado de “Fantasma” (Taylor Kitsch). A intenção deste é a de iniciar uma guerra mundial no Médio Oriente.

Assassino Americano

Sendo um filme de acção o tema é bastante actual, o terrorismo. O filme deixa-nos focados logo no início com as duas cenas distintas, o romantismo entre Mitch e Katrina com o pedido de casamento e o ataque terrorista na praia acabando por ficar esta cheia de civis mortos. Hoje em dia estamos alerta para este tipo de ataques que podem acontecer em qualquer parte do mundo.

A fotografia é sem dúvida um ponto bastante interessante neste filme. A acção passa em diversas partes do mundo, começando em Ibiza, Espanha e acabando no Dubai, passando por Roma, em Itália, por exemplo. Todos estes cenários são diferentes entre si, ou seja, cada cenário tem a sua luz própria, mesmo quando é uma cena de armazém, ou apartamento.

Os planos usados neste filme são adequados ao tipo de filme. Por exemplo: num momento em que estão de vigia, eles estão em primeiro plano e atrás deles podemos ver a acção que está a decorrer ou mesmo o que estão a vigiar; outro exemplo é quando existe interrogatórios, em que nessas cenas os planos são mais próximos havendo até grande plano da personagem.

Sem dúvida que este filme escrito por Stephen Schiff, Michael Finch, Edward Zwick e Marshall Herskovitz é um dos filmes de acção com história, boa interpretação por parte dos actores, actual e bom, não só para quem se interessa pela temática, mas também para o público em geral.

Classificação: 8/10