Crítica: Cinema – “Polina, Danser sa Vie”, de Valéri Müller e Angelin Preljocaj

“Polina, Danser sa Vie”, é um filme não só sobre a dança, mas também sobre a descoberta da própria pessoa enquanto artista e humano. Realizado por Valéri Müller e por Angelin Peljocaj (coreógrafo), é um filme é baseado na banda desenhada de Bastien Vivès (que poderemos ler na colecção Novelas Gráficas 2017), que conta então a história de Polina.

Crítica: Cinema - "Polina, Danser sa Vie"

Polina (Veronika Zhovnytska/Anastasia Shevtova) é uma jovem bailarina russa que vive com os pais ajudando-os no trabalho e desde pequena que quer ser uma grande bailarina, mas não na dança clássica (Bolshoi). Até à adolescência, Polina estuda dança clássica e mora com os pais. Quando começa a atingir a maioridade, decide ir para França para tentar a sua sorte num outro tipo de dança. Com as dificuldades financeiras e artísticas que atravessa, Polina muda novamente de vida e afasta-se por completo de tudo e de todos. Ao fazer esta nova mudança, apercebe-se que encontrou tipo de dança adequado a ela, o estilo livre que pode juntar todo o tipo de dança, incluindo a base que tem: dança clássica no Bolshoi.

Crítica: Cinema - "Polina, Danser sa Vie"A mudança de vida um pouco constante de Polina, faz com que por vezes acabemos por sentir um pouco pena dela com os azares que tem ao longo da história. Num momento de desespero à procura de emprego, consegue um trabalho numa discoteca na Bélgica, onde por fim descobre o tipo de dança ideal para ela. Esta procura de sítio onde ficar, trabalho e realização própria, chega até a ser um incentivo para o espectador de está em situação idêntica.

Relativamente à parte técnica, tem uma fotografia diferente em cada momento da história, juntando, e bem conseguido, uma boa banda sonora que nos faz quer ouvir um pouco mais.

Classificação: 8/10