Cinema: Crítica – Carros 3

McQueen dá mais uma volta à pista para o 3º capítulo da sua história (Carros 3), mas com uma 2ª ronda abaixo das espectativas será que ele acaba a corrida a ganhar?

Carros 3Fanfarrão, convencido e veloz, Faísca McQueen (Owen Wilson) está no pináculo da sua carreira, ganhando corrida atrás de corrida, no entanto tudo muda com a chegada dum novo carro à linha de partida, Jackson Storm (Armie Hammer).

Uma derrota torna-se em várias consecutivas e lentamente McQueen vê os seus rivais a reformarem-se, sendo substituidos por carros novos mais aptos a correr contra Storm. Não olhando a meios para atingir os seus Carros 3objectivos McQueen lesiona-se gravemente e afasta-se. Agora McQueen treina e procura descobrir-se, sabendo que se não ganhar na primeira corrida da temporada seguinte terá de entrar na reforma.

Olhando para esta série da Pixar como uma história em arco (e não como uma estratégia de Marketing) podemos considerar o primeiro filme como a entrada nos 20s anos, convencido mas com muito a aprender. A segunda, como uma ressaca de 2 horas; e esta terceira como a crise de meia-idade. McQueen continua a crescer, sempre acompanhado por Cruz Ramirez (Cristela Alonzo) e os seus amigos de Radiator Springs, e o filme passa uma mensagem boa sobre a importância de saber como envelhecer e que ser “velho” não exige a perda da jovialidade.

Carros 3Em termos técnicos a animação continua a melhorar, vemos texturas a ser aperfeiçoadas e cada vez mais as linhas entre o real e a animação se misturam e confundem. Não fosse o seu pára-brisas munido dum par de olhos, McQueen podia muito bem ser um carro verdadeiro.

É um excelente filme tanto para miúdos como graudos, trazendo vida nova para um franchise que lentamente deteriorava. Fiquem também atentos a “Lou”, a curta que acompanha o filme nos cinemas.

3,5/5

Henrique Correia