Cinema: Crítica – Gru O Maldisposto 3

Gru chega ao cinema com mais um filme genial para toda a família, especialmente os irmãos!

A Meia-idade volta para chatear Gru (Steve Carrel/Manuel Marques), juntando à festa o seu injusto despedimento, a descoberta de um irmão Gémeo sem problemas capilares (também interpretado por Carrel/Marques) e a ameaça de Evil Bratt (Trey Parker/Pedro Miguel Ribeiro), um vilão preso nos anos 80… Ah e os mínimos demitiram-se!
Pois é, a Illumination percebeu! Depois do seu filme a solo optaram por dar aos mínimos uma história em segundo plano neste 3º capítulo da saga Maldisposta, deixando-os fazer as suas diabruras ocasionalmente enquanto previnem que os mesmos comam o cenário alheio.

É uma história básica sem muitas consequências e com um payoff interessante, continua a ser claro o amor que a illumination e os artistas envolvidos sentem face a estas personagens.
O humor cai bem, fora o sempre presente excesso de rabos amarelos, a animação mantém-se criativa e bem-executada, não há exageros nem se afoga no mundano. A introdução de Balthazar Bratt é uma mais-valia enorme para o filme, toda a sua parafernália bem como a sua personalidade peculiar conseguem bater os passados rivais de Gru aos pontos. Trey Parker faz um trabalho soberbo no ecrã e a sua ausência durante o segundo acto dá bastante força ao filme, sendo que continuamos assim a explorar o nosso personagem principal.

A animação deu um salto enorme, em particular no que toca a texturas. A realização mantém-se típica, dando asas à imaginação uma vez por outra mas nunca exagerando, a banda sonora também mantém a sua qualidade, mesmo com a repetição duma ou outra música.

No fim a moral da série é a mesma, em que a parte mais importante da vida são aqueles com quem a vivemos. Um conceito forte com uma excelente execução.

7/10

-Henrique V.Correia