FANTASPORTO 2017: ESPANHA REGRESSA ÀS VITÓRIAS COM REALIVE, DE MATEO GIL

O filme espanhol “ReAlive”, de Mateo Gil é o grande vencedor da Secção Oficial de Cinema Fantástico do 37º Fantasporto. Este filme, sobre um homem com uma doença incurável que congelou o seu corpo e é acordado 60 anos mais tarde quando a Medicina já tem uma solução para o seu caso, obteve também o galardão destinado ao Melhor Argumento.

ReAlive
O Prémio Especial do Júri do Cinema Fantástico foi atribuído à co-produção franco-filipina “Saving Sally”, do filipino Avid Liongoren, onde a animação e a imagem real se entrecruzam numa comédia sobre a passagem à idade adulta em que são abordados com delicadeza assuntos muito sérios.
O Júri internacional do Fantasporto especificou que o prémio a este filme se deve ao facto de “Saving Sally” contar “uma simples história de amor de uma forma imaginativa e criativa”.

O Júri decidiu distinguir também com uma Menção Especial o filme brasileiro “A Repartição do Tempo”, de Santiago Dellape, um conto da imaginação sobre viagens no tempo em registo satírico. Este filme venceu também o Prémio do Público (ver “Outros Prémios”).

O irlandês Liam Gavin obteve o Prémio Melhor Realizador pelo seu filme “A Dark Song”, que valeu também à protagonista Catherine Walker o Prémio Melhor Actriz.
O Prémio Melhor Actor foi para a interpretação de Frederick Koehler, em “The Evil Within”, do norte-americano Andrew Getty.

The Darkest Dawn”, do britânico Drew Casson, obteve o prémio destinado aos melhores Efeitos Visuais.

O prémio para a melhor Curta-Metragem Fantástica foi para “Cenizo”, do espanhol Jon Mikel Caballero, sobre um jovem padre que é enviado para uma ilha remota para lutar contra forças sobrenaturais. Nesta categoria o Júri decidiu premiar com uma Menção Especial a curta francesa “Garden Party”, de Theophile Dufresne, Florian Babikian, Gabriel Grapperon, Lucas Navarro, Vincent Bayoux e victor Claire.

FANTASPORTO 2017 – ”PAMILYA ORDINARYO”, DE EDUARDO W. ROY JR. (FILIPINAS) VENCE SEMANA DOS REALIZADORES

Pamilya Ordinaryo

O cinema filipino continua em alta no Fantasporto, tendo arrecadado vários prémios nos últimos anos. Este ano, na 27ª Semana dos Realizadores, o grande prémio foi para “Pamilya Ordinaryo” (“Gente Comum”), de Eduardo W. Roy Jr., sobre um casal de pais juvenis sem abrigo que vive do roubo nas ruas até que um dia são eles as vítimas, sendo-lhes roubado o seu bem mais precioso, o que os obriga a lutar contra os ricos e poderosos. Este filme ganhou também o prémio para Melhor Actriz, atribuído à protagonista Hasmine Kilip.

O Prémio Especial do Júri nesta competição vai para o filme egípcio “Sins of the Flesh”, de Khaled el Agar, uma história trágica de opressão e morte tendo como pano de fundo da revolução de Janeiro de 2011 que levou à deposição de Hosni Mubarak e à ascensão e queda de Mohamed Morsi.

A protagonista deste filme, Nahed El Sebaï, obteve o Prémio para Melhor Actriz, atribuído ex-aequo com Hasmine Kilip, protagonista do já mencionado filme filipino “Pamilya Ordinaryo”.
O Prémio para o Melhor Actor foi conquistado pelo sul-coreano Park Ji-Il, pela sua interpretação em “The Net”, de Kim Ki Duk.

O sul-coreano Kim Jee-Woon, já vencedor com os seus últimos quatro filmes de três prémios especiais do Júri e um Grande Prémio do Festival, desta vez venceu o prémio para Melhor Realizador, por “The Age of Shadows”, um filme de intriga e acção passado nos meandros da resistência sul-coreana à ocupação japonesa durante a II Guerra Mundial.

O prémio para o Melhor Argumento desta secção do Fantasporto foi para Iván Szabó e Roland Vranik, autores do guião do filme húngaro “The Citizen”, um dos grandes filmes do festival

KIM KI DUK COM “THE NET”, VOLTA A GANHAR A SECÇÃO ‘ORIENT EXPRESS’

Na secção ‘Orient Express’, o vencedor foi o sul-coreano “The Net”, do nosso conhecido e multipremiado Kim Ki Duk, uma obra sobre um pescador norte-coreano que sofre uma avaria no seu barco e vai parar à Coreia do Sul, que o tenta transformar num espião antes de o “devolver” à Coreia do Norte.
Nesta secção, o Prémio Especial do Júri vai para “Dearest Sister”, filme de estreia do Laos, realizado por Mattie Do, sobre uma jovem camponesa que viaja para a capital do país, Vienciana, para tomar conta de um primo rico que perdeu a visão, mas ganhou a faculdade de comunicar com os mortos…

O Júri internacional desta secção fez questão de referenciar o filme “Saving Sally”, de Avid Liongoren, uma produção Filipino/Francesa, pela técnica utilizada e pela sua direcção artística. OUTROS PRÉMIOS

O Prémio do Público foi para a co-produção franco-filipina “Saving Sally”, do filipino Avid Liongoren, onde a animação e a imagem real se entrecruzam numa comédia sobre a passagem à idade adulta em que são abordados com delicadeza assuntos muito sérios.

Por se registar um empate na votação do Prémio da Crítica, a organização do Fantasporto decidiu atribuir este galardão, ex-aequo, aos filmes britânicos “Division 19”, de Suzie Halewood, e “Caught”, de Jamie Patterson.

“UM REFÚGIO AZUL”, DE JOÃO LOURENÇO, GANHA PRÉMIO DE CINEMA PORTUGUÊS

O filme de João Lourenço “Um Refúgio Azul” é o vencedor do Prémio Cinema Português do Fantasporto 2017.
O Politécnico do Porto venceu o Concurso Entre Escolas realizado no âmbito do Prémio Cinema Português. A Menção Especial-Criatividade foi atribuída pelo júri ao filme “Schlboski” de Tomás Andrade e Sousa, aluno da ETIC – Escola de Tecnologias Inovação e Criação, de Lisboa.

Texto, cortesia do Fantasporto