Cinema: Crítica – La La Land: Melodia de Amor

Começamos 2017 em grande com La La Land, O musical de Damien Chazelle com Ryan Gosling e Emma Stone!

La La Land - Melodia de Amor

Mia(Emma Stone) é uma empregada de café  que entre turnos frequenta audições, com o objectivo de tornar-se actriz, Sebastian(Ryan Gosling) é um pianista de jazz que salta de restaurantes para bandas de covers, sonhando comprar um bar. No entanto sonhos são uma coisa, e a realidade é outra, e ambos terão de trabalhar pelos seus finais felizes

Escrito e realizado por Damien Chazelle (Grand Piano e Whiplash), La La Land é uma carta de amor à Hollywood de outros tempos e ao Jazz que se perdeu para música de elevador. A história consegue juntar amor com medo, sonhos e desilusões, sempre bem complementados por sequências musicais extravagantes, mas nunca de mau gosto ou em excesso, algo difícil no género do musical. De notar os temas “City of Stars” e “Another day of Sun”, ambos magníficos à sua maneira, se bem que o primeiro pode ser saturado pela sua continuada presença no filme, mesmo que habitualmente interpretado de formas diferentes.

Em contraste temos Audition (The Fools who Dream), interpretada no clímax do filme por Emma Stone, a intenção seria uma música dolorosa e sentida, interpretada no auge da história, no entanto uma mistura da letra redundante com a interpretação sub-par pode deixar dissabores.

A composição visual, o guarda-roupa e os cenários são espectacularmente bem conseguidos, todas as cores, vivas ou suaves, complementam-se e transmitem as intenções e emoções certas, o filme ganha um apelo único graças a essa sintonia, lembrando os primeiros dias do Technicolor.

Em geral La La Land mostra Dedicação, Paixão e, sobretudo, Qualidade, pelo que não posso deixar de recomendá-lo a qualquer apaixonado pela 7ª arte.

Classificação: 9/10

Henrique V.Correia


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