BD: Crítica – Fatale vol. 1: A Morte Persegue-me

Fatale 1 Cover_PT_frenteFoi bastante recente a minha descoberta de “Fatale – A Morte Persegue-me”, editado em 2014 pela G.Floy Studio. A dupla Ed Brubaker e Sean Phillips, já conhecida por colaborações como “Sleeper” ou “Criminal”, entre outras obras, juntou-se a Dave Stewart nas cores (sendo este um dos mais aclamados coloristas da actualidade, tendo-lhe sido atribuído um prémio Eisner por “Fatale”).

É-nos, assim, oferecida uma obra que imprime um ambiente sobrenatural, “lovecraftiano”, à São Francisco dos anos 50, por exemplo, enquanto somos movidos no tempo pela história pessoal de uma bela “femme fatale” – a aparentemente imortal, e certamente misteriosa Jo.

“Fatale” relata a história de vida desta mulher, Josephine, alguém que passa dos anos 30 do século passado até à actualidade aparentemente sem envelhecer, tentanto perceber e controlar os seus poderes, enquanto é perseguida no tempo por um culto violento e misterioso de adoradores de deuses cósmicos. Fazendo uso de uma capacidade “hipnótica” para levar os homens a apaixonar-se por si, quer ambos o desejem ou não, estes acabam por se tornar seus amantes, protectores e colaboradores, sofrendo consequências por tal relação.

Fatale_01_SAMPLE 101Tendo sido nomeada para vários Eisners em 2013, “Fatale” apresenta uma arte sequencial fascinante, imbuída de uma estética “noir” a fazer jus ao termo – estranha, sensual, onírica.

A edição luxuosa em capa dura da G.Floy revela um imenso respeito para com a obra e o público; trata-se de uma edição com uma bonita encadernação e papel de boa gramagem, ligeiramente envernizado, que dá um equilibrado contraste de cores e definição à arte. No final, somos brindados com uma pequena “galeria de arte”, com algumas páginas inteiras de arte da obra, a cores.

Chega também agora ao mercado o volume 2 (“Fatale – O Negócio do Diabo) de uma obra incontornável na prateleira de qualquer fã do género.

45strslg

Andreia Lopes

Central Comics Fest 2015 - Convenção de Cultura Pop