Cinema: Crítica – Chappie

chappieNum Futuro não muito distante, na cidade de Joanesburgo, os índices de crime alcançam um nível nunca antes visto, como resposta imediata a empresa militar Tetraval desenvolve os Droides, robôs desenhados e programados para intervenção policial de alto-risco pelo engenheiro Deon (Dev Patel), cujo sonho é desenvolver a verdadeira Inteligência Artificial, uma máquina com sentimentos e consciência…

Pouco tempo depois, Deon é raptado por três ladrões, Ninja e Yo-Landie (A dupla musical “Die Antwoord”) e Amerika (Jose Pablo Cantillo), que o obrigam a ceder este primeiro robô humano, batizando-o de Chappie.

A Vida de Chappie torna-se algo bastante sombrio, o ambiente hostil à sua volta, a forma como é visto por terceiros, tudo isto rapidamente molda o robô que nasceu puro, que em poucos minutos de vida disse as suas primeiras palavras e que pouco tempo depois deparava-se com um mundo hóstil, tudo enquanto era perseguido por Vincent Moore (Hugh Jackman), um vingativo colega de Deon com passado militar…

chappieDividido entre o seu Criador e os seus Pais, Chappie torna-se um ser único numa viagem em busca do significado de ser “humano”, efectivamente tornando o Filme bastante sombrio, questionando o que é a moral e explorando o tabú da inteligência artificial.

Em termos de filme não posso dizer que seja algo nunca antes visto, tendo este “tabú pivotal” sido previamente explorado no mítico 2001 de Kubrick, no entanto posso dizer que é um verdadeiro mimo para os fãs de sci-fi, visto trazer de volta um pouco do “drama cultural pós-moderno” ao qual o Realizador Neill Blomkamp nos habituou com o “Distrito 9” de 2009 e o “Elysium” de 2013.

Adicionando ao argumento os visuais espectaculares e as performances de Dev Patel, Hugh Jackman e da veterana Sigourney Weaver, Chappie torna-se um filme à não perder, o primeiro grande filme de ficção-cientifica de 2015.

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Henrique Correia

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