BD: Lançamento – Copacabana

A editora Polvo continua a bombar novelas gráficas. A última a chegar aos escaparates é a obra de Lobo e Odir “Copacabana”.

Uma vida de dia, outra de noite. Copacabana já foi mais chique e segura do que é hoje em dia. Lobo e Odyr, os autores, percorrem o quotidiano de uma prostituta de nome Diana, envolvida em esquemas que giram em torno de sexo sujo, do dinheiro, da droga, do crime – com uma análise antropológica crua da situação das profissionais do sexo à mistura – tudo nas melhores companhias, claro. A beleza fugaz e a luxúria debatem-se contra a miséria e a corrupção. Diana percorre estes trilhos, onde foi parar num golpe que deu para o torto. Salvar-se-á?

Capa Copacabana 1Copacabana
de Lobo e Odir
Polvo
Formato : 165 x 230 mm
Páginas : 196
PVP (IVA incluído): 15 euros

DO PREFÁCIO

Só tem um jeito de saber o que é Copa: mudar para Copa. Foi o que Lobo e Odyr fizeram. Vindos ambos lá do frio do Rio Grande do Sul, conheceram-se no Rio de Janeiro. Lobo, argumentista, foi o primeiro a morar em Copa. Quando o livro tomou rumo, o desenhista Odyr não teve remédio, deixou os altos bucólicos de Santa Teresa, desceu ao calçadão, esse crescente fértil de seis quilómetros que nunca dorme, pois quem há-de negar que o meio-dia dos velhinhos com “poodles” não é a meia-noite das mais gloriosas bundas, com ou sem pau na frente.

OS AUTORES

LOBO é argumentista e editor. Formado em Publicidade, trabalhou durante alguns anos como Diretor de Arte. Começou a editar na revista MOSH! – Só Quadrinhos Roquenrou, em 2003. De lá para cá muita coisa aconteceu: foi editor da Desiderata e da Barba Negra, ministrou oficinas de banda desenhada um pouco por todo o Brasil e até foi diretor das duas edições do Rio Comicon (2010 e 2011).
ODYR Bernardi gostava de banda desenhada. Foi para a faculdade, ficou pretensioso, largou a bd. Largou a faculdade. Foi ganhar a vida como designer. Largou o Design.
Foi fazer ilustração. Largou a ilustração. Voltou para a bd. Passou anos e anos tentando tornar-se proficiente nessa linguagem impossível. Fez uma quantidade ridícula de histórias nesse processo, tendo publicado dois álbuns (este é um deles) e participado
em algumas colectâneas. Largou a bd. Começou a fazer tiras. Começou a pintar. Ainda não largou. Mas, por isto e mais umas botas, sente que, de facto, só agora está a começar. Também publicou bd e ilustrações nos jornais Folha de São Paulo, O Globo
e Público e nas revistas Trip, Sexy, MOSH!, Graffitti e Revista do Globo. Nasceu em 1967, em Pelotas (estado do Rio Grande do Sul, Brasil).