BD: Mais um ano, mais uma AmadoraBD

spirouO ano não ficava completo sem a visita ao Amadora BD. O recinto apresentava-se com uma disposição um pouco diferente, mas os conteúdos continuavam a valer a pena a visita (como sempre).

É sempre bom divulgar a nona arte e lembrarmos-nos dos visitantes que lá estão pela primeira vez, ou que ainda não sabem que gostam de BD . Nesse aspecto acho muito importante exposições onde os visitantes se sintam totalmente integrados com o ambiente e possam interagir com a própria exposição.

Fiquei com a sensação que faltava uma exposição com um ambiente mesmo arrebatador, cuja envolvência marcasse quem ali se encontrava (por exemplo nunca esqueci o ambiente da parte dedicada a Schuiten-Peeters e isso já aconteceu penso que há 3 anos).
No entanto, haviam várias exposições que despertavam a curiosidade a miúdos e graúdos, “75 Anos com o Super-Homem” (pela envolvência/familiaridade), “Yoshiyasu Tamura” (pelos desenhos), “Spirou” (o rabo do Marsupilami chamava a atenção e as pessoas acabam por entrar e ir ver as pranchas), “As aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy” (haver um local preparado para tirar fotos com o corpo dos heróis é um bom chamativo, menos explosivo que aranhas gigantes mas achei que estava muito bem pensado todo o decor e espaço da exposição) e claro “Mutts”, entre outros. Este último tinha livros para ler e em locais confortáveis com sofás, bom ambiente, espaço amplo. Acho que se as pessoas sairem dali com mais uns livros lidos, ou pelo menos, umas quantas ideias para ler ou oferecer é algo que faz crescer a BD em Portugal.

Dog Mendonça e PizzaboyFalando em oferecer, a nível logístico não compreendo porque existe a falha de não haver um multibanco dentro do recinto, nem mesmo a loja do festival tinha pagamento por esta via. Ok, divulgar a nona arte, mas existem pontos de venda, existe o próprio merchandising do festival, seria assim tão difícil ter uma caixa multibanco assegurada?

Outro ponto menos bom foi a divisão do espaço em dois locais, havia a planta 1 e a planta 2. Dois edifícios, em dois pisos diferentes, não se percebe abonatório de um movimento fluido. Noutros anos bastava descer dentro do mesmo edifício, comprar bilhete, entrar no local 1, sair, entrar no local 2, descer, voltar a mostrar bilhete, depois se quiséssemos voltar ao espaço 1, era voltar a ter de ir para o outro edifício e ter de entrar novamente…
Por vezes também parecia que havia algumas dificuldades nas zonas de exposição, nalgumas as pessoas parecem perdidas, entravam numa parte, depois davam a volta, parecia que ficavam fora do espaço de exposição e pareceu-me que nem todas as zonas tinham setas ou indicações.

Planta AmadoraBDNa planta 2, gostei da vegetação a dividir certas zonas, faz-nos esquecer por um pouco que estamos num parque de estacionamento.
Este ano encontrei várias crianças, talvez por ter ido numa altura em que o programa estava pensado para elas (hora do conto).
Talvez por isso pensei na altura que a zona menores de 18 pudesse ter mais vigilância mas os conteúdos também não eram preocupantes especialmente se olharmos para um telejornal ou até mesmo qualquer publicidade/novela em horário nobre.
Apesar de um ponto ou outro que pudessem ser melhorados (continuo a achar que a zona de autógrafos deve ter  ficado atulhada em certas alturas, mas como evito horários de maior tráfego, não posso ter a certeza), recomendo sempre que visitem esta iniciativa e apoiem.

O Fórum Luís de Camões e a Amadora BD para além das exposições, teve visitas guiadas, oficinas, cosplay, lançamentos, autógrafos e uma enormidade de actividades que pedem público e estão pensadas para várias pessoas de diferentes interesses e tamanhos.
Próxima paragem, ainda dentro da cidade de Amadora, Parque da Turma da Mónica!

Vanda Grácio