Crítica: Superman #8

superman #8 capaMiguel Peres junta-se ao painel de críticos de banda desenhada da Central Comics e começa com um dos títulos do super-homem. Inclui as 5 primeiras páginas para poder ler.

Nesta primeira crítica para a Central Comics escrevo sobre a minha desistência de acompanhar esta série. Desde o início que que sofro com os pobres argumentos e diálogos sem pingo de originalidade de George Peréz, no entanto com a entrada de Dan Jurgens (um dos responsáveis pela minha fase favorita do Super-Homem, a sua morte e regresso) respirei de alívio e dei nova oportunidade.

Neste número explica-se a presença de Helspont e a sua tentativa de persuadir o homem de Aço a juntar-se a ele. Sendo o número 8, não espero grandes desenvolvimentos é certo, no entanto também existe limite para o popularmente chamado “encher chouriços”. Embora os diálogos estejam muito melhores, mais naturais e sempre com o toque de sabermos o que se passa na cabeça de Super-Homem, toda a ação é metida a martelo e acaba inesperadamente.

São rasgos, ideias e parece não haver grande fio condutor durante a história. O próprio vilão parece-me fraco e prefere gastar toda a sua ação a falar em vez de agir. A pouca ação que existe, aquelas lutas que dão prazer ao leitor, são parcas durante todo o número e deixa um sabor amargo de cliché constante.
Aquela sensação de saber o que vai acontecer no próximo número está longe de acontecer, a forma como cada pequena história acaba não tem um gancho suficientemente forte para desejarmos o próximo.

Pontuação: 4/10
MP

As 5 primeiras páginas:
superman #8 página 1 superman #8 página 2 superman #8 página 3 superman #8 página 4 superman #8 página 5