No seguimento da entrevista apresentada há duas semanas, depois de se verificar um grande número de comentários que foram surgindo nos últimos dias em redor deste tópico, a Central Comics decidiu apresentar a sua própria apreciação em relação ao regresso da Devir às lides editoriais.
Na conversa que se teve com o director comercial da Devir, o Eng. Rui Santos, chegámos à conclusão que apesar de haver algum entusiasmo por parte da empresa, há também uma grande dose de precaução. Isto é, parece-nos que não mais seremos bombardeados com frases publicitárias como “quarenta e oito páginas de acção” ou “o livro do filme de maior sucesso deste Verão” e passaremos então a habituar-nos a um discurso mais comedido, que se adapta como uma luva aos tempos de contenção em que vivemos.
Uma das grandes discussões que vimos surgir no fórum da CC dedicado à Devir, foi o facto de editora ter deixado muitas vezes colecções em aberto na sua antiga “encarnação”.
Como consumidores que todos somos, há que compreender essas opiniões, mas por outro lado há que perceber primeiro se esse modus operandi da editora em causa se mantém, porque julgamentos antecipados resultam sempre na morte de iniciativas, antes ainda sequer destas chegarem a ver a luz do dia.
Na conversa que tivemos com o Eng. Rui Santos, algo transpareceu do início ao fim da mesma, um forte sentido de realismo.
É facto que somos dos países mais irrealistas em relação à cultura (achamos que é possível ter tudo o que países mais ricos têm, quando continuamos a ter crianças a passar fome), mas neste caso a Devir não se apresenta como um Citizen Kane da edição de BD em Portugal e ainda bem que não o faz ou estaria habilitada a não durar nem mais de seis meses.
Nesta epopeia na qual a editora se propõe a embarcar parece-nos haver cautela em relação aos investimentos que se podem fazer, uma escolha de títulos baseada numa pesquisa de mercado (algo que muito raramente se vê fazer em Portugal) e há acima de tudo um grande cuidado em não criar falsas expectativas, em quem queira investir o seu dinheiro, tempo e atenção nas novas propostas do catálogo da Devir.
Uma frase que me foi muitas vezes repetida ao longo da conversa que tive com o representante da Devir foi: “Não anunciaremos nada sem termos contratos assinados e direitos garantidos.”
Se para uns poderá parecer uma frase demasiado cautelosa, a mim pareceu-me que já era tempo da Devir (e outras editoras) assumirem de uma vez por todas este tipo de discurso.
Mas perguntam vocês: Se há então tanta cautela, porquê colocar uma lista de possíveis novos títulos num blog obscuro e começar logo por falhar datas de lançamentos?
Aí há que querer compreender as linhas de pensamento de quem está à frente das Edições Devir e entender os factores que possibilitam este regresso ao mercado.
Pelo que nos foi facultado, a Devir começou por proceder a uma análise de vendas e a uma restruturação comercial do departamento editorial. Assim, sabendo o que se tinha ou não vendido, a editora pôde seleccionar títulos que podiam ser apostas seguras e, baseado nas vendas dos mesmos no passado, voltar a pegar em colecções do exacto ponto onde se tinha parado.
Para além disso, foram colocadas em cima da mesa da Devir, por parte de diversos parceiros ( Devir Brasil, Dark Horse, MB Agência Literária), outras propostas das quais a editora seleccionou alguns novos títulos que podem ser introduzidos com relativa segurança no mercado livreiro nacional quando as situações burocráticas dos mesmos estejam resolvidas.
Muitos se questionaram, ao saberem da decisão em se apostar numa nova série em continuação (Walking Dead) depois de se terminar as séries que tinham ficado em aberto, se não se deveria antes começar por lançar títulos autoconclusivos, para que a editora não tivesse de passar por situações embaraçosas como já aconteceu no passado quando teve de descontinuar colecções logo a seguir ao primeiro volume.
Para quem possui esses “temores”, achamos que se podem acalmar, pois a editora parece concordar com os que consideram que as Graphic Novels são uma boa opção para o nosso mercado, e mesmo quanto à publicação da série em questão, este lançamento parece estar a ser bem planificado, para que as tais situações não se voltem a repetir.
Ainda verificando a lista de possíveis lançamentos presentes no blog da Devir chegámos às seguintes conclusões:
No caso do término de séries em aberto, a escolha recaiu sobre Sin City e Mutts.
Tendo em conta que estes títulos foram dos que mais venderam fora dos catálogos da Marvel/DC e sendo tanto um como outro a preto e branco, esta decisão é sem dúvida fruto de uma análise segura, porque a) desta maneira está a recuperar-se leitores que começaram estas séries no passado; e b) em termos de impressão, os custos serão muito mais acessíveis para quem quase começa da estaca zero.
Pensamos que assim, a partir do momento em que os títulos com o selo Devir sejam lançados, será assim possível recuperar espaço nas prateleira das livrarias mais rentáveis, abrindo-se espaço para a chegada de possíveis novos títulos a curto prazo.
Se assim for e se o objectivo principal for o de manter uma regularidade na edição destes títulos, pensamos que este será um bom principio para reconquistar a confiança dos consumidores.
O próprio Walking Dead poderá vir a ser uma surpresa para quem está de pé atrás, pois o título partilha da especificidade das séries atrás referidas e com a política de tiragens reduzidas (os títulos da Devir não serão editados num número superior a mil e quinhentos exemplares), se o publico aderir à serie não será difícil manter o título em publicação durante alguns anos.
Os títulos de um volume só, que muitos referiram ser possivelmente a melhor opção para uma editora que está a (re)começar, são na verdade o verdadeiro ponta-de-lança das Edições Devir. Na lista inicial tínhamos títulos como Blankets e alguns álbuns de José Carlos Fernandes (que foram entretanto retirados pelas razões já conhecidas), mas percebeu-se que não é objectivo da Devir prender-se a várias séries extensas quando é possível diversificar a oferta através de GN de qualidade.
O objectivo poderá mesmo ser até chamar a atenção do público que não lê BD, isto é, as pessoas que compram livros e que desconhecem a continuidade confusa do Universo DC, as centenas de crossovers da Marvel e as diversas raças de Transformers e que têm de ser seduzidas com algo mais directo e concreto.
É que se estivermos atentos ao mercado livreiro Português apercebemo-nos que apesar de um ou outro fenómeno em termos de colecções extensas (Harry Potter, Crepúsculo, Uma Aventura, etc), o primeiro lugar das listas é sempre ocupado por títulos isolados, que por lá se mantém por vários meses, por serem histórias cativantes, que não obrigam ao conhecimento de “apêndices” e “anexos” para se perceber a trama principal.
Tendo em conta esta tendência podemos considerar que as Graphic Novels que a Devir venha a trazer para o nosso país, poderão ter a mesma sorte, se começarmos a habituar o leitor comum que a nona arte não é tão confusa como a pintam.
É facto que o público alvo precisa de ser renovado a todos os níveis etários e mesmo que esta seja uma batalha difícil, ainda vamos a tempo de ensinar os jovens a apreciar este meio. Quem sabe se a solução não reside numa forte aposta neste formato?
Espero apenas que as Edições Devir se mantenham convictas nas apostas que poderão vir a fazer e que através deste formato, se possa também dar a atenção devida aos autores nacionais, que cada vez mais precisam de ser reconhecidos lá fora para que serem publicados (e respeitados) em Portugal.
Para concluir, penso que a nós que surfamos a grande auto-estrada da informação, nos falta um bocado mais de paciência. A editora em causa está disposta a respeitar os consumidores, penso que lhes podemos dar uma segunda oportunidade e deixa-los avançar antes de anunciarmos o fim do mundo como o conhecemos?
Nota: Na entrevista houve alguns pontos em que se errou e como tal fazem-se aqui algumas correcções.
1) Os direitos sobre os selos DC/Vertigo e DC/ Wildstorm em língua Portuguesa não pertencem a ninguém, neste momento e não à Devir Brasil como erroneamente se referiu. A Panini anunciou no Brasil que vai editar a Liga da DC Wildstorm)
2) League of Extraordinary Gentleman: Century é publicada actualmente pela Top Shelf e não pela DC/Wildstorm.
3) Blankets de Craig Thompson chegou às Edições Devir através da MB Agência Literária e não pela Dark Horse.
por Miguel Semedo
Para mim está tudo certo… mas para quando essas edições?
Desejo muita sorte a esta nova etapa, e espero poder vir a desfrutar de muitas e boas leituras de algumas excelentes obras traduzidas para o nosso português
Miguel, não me leves a mal, mas não consegui ler tudo. Fiquei foi sem perceber o intuito disto. É uma espécie de editorial, um artigo de opinião?
É um artigo de opinião.
Quanto a datas de lançamentos tem de perguntar directamente à Devir, porque nos parece que o tal calendário do blog já está mais que datado.
Quanto a esta “nova” Devir os votos de grandes sucessos editoriais, não obstante a minha reserva de “esperar para ver”. No entanto não posso deixar de perguntar se não existe aqui uma aparente contradição no discurso da Devir quando afirma que “não anunciaremos nada sem termos contratos assinados e direitos garantido” mas depois “coloca uma lista de possíveis novos títulos num blog obscuro e começa logo por falhar datas de lançamentos”?
Da leitura que fiz, não percebi se foi efectuada uma pesquisa de mercado ou se a politica editorial foi definida numa análise das vendas passadas? Seja como for, a decisão de terminar a série Sin City parece muito bem, porque se trata inegavelmente de uma série de qualidade, e o caminho faz-se de apostas seguras!
Também não percebi bem.. um pouco de pub como quem não quer a coisa? Porque foi basicamente um comunicado analisando certos aspectos do texto.
Tanto texto e não me convenceu a dar uma segunda chance a editora,em questão.lolololollololo
Ja agora um ultimo update-em breve a Devir Brasil vai editar o Tpb de Umbrella Academy.
E a editora alem do estigma de cancelar as series no volume 1 em formato mais luxuosa que o original tambem as deixa sem fim(Novos-X-men,Dark Angel,Spawn)
@verbal: ora bem, se eu quiser abrir uma editora e vir a público dizer que vou tentar publicar esta e aquela série mas, devido a uma questão qualquer, acabo por não o fazer, qual é o mal de ter vindo a público dizê-lo?
@Optimus: já te explicaram diversas vezes a questão dos cancelamentos mas insistes em não querer perceber… Sugiro que penses um pouco antes de falares.
Espero que continuem com as séries New Xmen de Grand Morrison e Sandman de Neil Gaiman. Não hesitaria em comprar esses livros.
Não tentes mudar de assunto são factos criados pela editora não por mim,pensa nisso.
Quanto ao texto podiam ser 10 paginas assinadas pelo proprio editor que não me fariam mudar de ideias.
Não foi publicidade, não tenho nada a ver com a Devir.
Foi mesmo uma análise da entrevista que fiz anteriormente ao Eng. Rui Santos e onde resolvi tentar mostrar as preocupações dos que as expressaram no tópico da Devir.
Quanto aos lançamentos, só sei o que me foi dito na altura. Os livros estavam dependentes de vários factores de sair à rua.
Lembro-me que o mais avançados eram os sin city, que já estavam em fase de revisão final em Julho.
O que provavelmente aconteceu foi que eles optaram por lançar em Setembro, porque devem ter considerado que Julho não seria muito bom para fazer chegar novos lançamentos a quem anda de férias.
Como eles pretendem chegar às mega livrarias em força e como nesses sítios, novos lançamentos ficam em plano ‘superior’ não mais de uma semana (uma semana em Julho/Agosto = ejaculação precoce), provavelmente, para impedir que os títulos se ‘perdessem’ no meio da tralha escolar que chega às livrarias em Setembro, poderão até ter optado pelo final de Setembro.
Sei lá…vamos esperando…não perdemos nada.
@Optimus (as tuas palavras não combinam com o teu nick), a Devir não vai ter séries em continuação das ‘Majors’, o objectivo é apostar em graphic novels de um volume apenas. Não acho que exista a possibilidade de deixar séries a meio assim.
Tens todo o direito de estar escaldado, mas sê paciente.
Pois a devir defraudou, se me lembro bem o que aconteceu ao terceiro volume de sandman. Que demónio é o Poio agacho Ó fumado. vais agora dizer que agoram são realistas. não, meu amigo eles eram arrogantes e depois de levarem uma bofetada de luva branca, agora viraram-se para a humildade.
se bem me lembro que moralidade tens tu para , falar de Devir, o facto de trabalhares lá pôs-te pão na mesa durante algum tempo. Moralmente acho que não devias fazer comentários sobre a devir. Publicitá-los têm lógica, mas artigos de opinião sobre o que eles pretendem fazer. Qum é que te deu o papel de comentador de BD. vou ter de escrever uma carta ao provedor da entidade reguladora.
Anda lá censura o comentário, de facto contigo, começa a ter lógica falar de censura, tantos prémios ganhou Salazar.
O Miguel Semedo não trabalhou na Devir, que eu saiba…
“vou ter de escrever uma carta ao provedor da entidade reguladora.”
“Anda lá censura o comentário, de facto contigo, começa a ter lógica falar de censura, tantos prémios ganhou Salazar.”
Os meus sobrinhos são muito bem educados, se algum deles batesse com a cabeça e começasse a falar desta maneira, ia directo para o castigo (passando pelo rastreamento de drogas/álcool primeiro, claro)
Há por aí muito ringue e muita parede dura…
Alguém esqueceu-se de tomar os seus remédios hoje…
Amigo, a gente já te disse para não fumares essas cenas assim à noite…
“@Optimus (as tuas palavras não combinam com o teu nick), a Devir não vai ter séries em continuação das ‘Majors’, o objectivo é apostar em graphic novels de um volume apenas. Não acho que exista a possibilidade de deixar séries a meio assim.”
Só das majors,então e Spawn,3O dias da Noite,Red Star,Vampi,Stranghaven?????
Não eram nem Marvel nem Dc e viu-se o que lhes aconteceu.
“Tens todo o direito de estar escaldado, mas sê paciente.”
Paciente,essa é boa foi muito paciente por 5 anos ate 2006(o ano en que não editaram quase nada e ainda gozaram com quem comprava),agora nao estou nem ai para as pre-promessas deles €s não vão ver novamente.
Se bem me lembro a Devir começou por dizer que tinha publicado toda a fase de X-Men de Grant Morrison. não é verdade, porque o Here Comes Tomorrow nunca foi publicado. Quando confrontados com isso,a desculpa foi a seguinte é um futuro paralelo onde nada de interesse se passou. Qualquer pessoa com Net fazia uma pesquisa e verificava a existência desta obra não publicada.
Parece-me é que alguém precisa de comprimidos para a memória. Eu não foi mal educado foi é por o dedo na ferida de uma forma sarcástica, que eu saiba , não ofendi ninguem foi directo e cru na análise que efectuei, é pena haver pessoas que não estejam preparadas para ouvir isso. para a próxima ponho é um cuidado isto pode ferir a susceptibilidade de algumas pessoas.
“O que provavelmente aconteceu foi que eles optaram por lançar em Setembro, porque devem ter considerado que Julho não seria muito bom para fazer chegar novos lançamentos a quem anda de férias.”
Setembro ja acabou,Outubro ja esta quase acabar,fica para o Natal ou talvez para Janeiro de 2011.
Ainda bem que existe liberdade de expressão,e eu posso exprimir as minhas ideias. as pessoas são livres de concordar ou não com elas. nesse aspecto este forum permite isso, e por via disso, dou-lhe os meus parabens. As vezes tenho é de aturar uns Matias, mas enfim faz parte da vida.
“Só das majors,então e Spawn,3O dias da Noite,Red Star,Vampi,Stranghaven?????
Não eram nem Marvel nem Dc e viu-se o que lhes aconteceu.”
Falar sem conhecimento de causa dá nisto. Algumas dessas séries ainda nem sequer foram acabadas nos EUA, portanto como querias que acabassem aqui em Portugal?
Em todo o caso, parece que há algo que te passa completamente ao lado: se uma coisa não vende, certamente que não vais ver uma continuação. Se isto se aplica nos EUA, por que razão não se haveria de verificar aqui em Portugal? Ou achas que a Devir devia ter um prejuízo ainda maior e publicar as coisas só para aquela minoria extremamente pequena que gosta de ter as coisas todas completas? Cresce.
Comic book nerd o teu sandman 3 da Devir corresponde ao 4 americano, depois de saberes isto ainda achas que é seguro continuar uma série onde eles já a adulteraram.
Falar sem conhecimento de causa dá nisto. Algumas dessas séries ainda nem sequer foram acabadas nos EUA, portanto como querias que acabassem aqui em Portugal?
Spawn esta ai ate hoje,com sin offs e tudo é mesmo 1 flop da image,3o dias tem mais 3 ou 4 tpbs realmente é um fracasso,Red Star tem mais pelo menos 2 encadernados deve ser outro fracasso,etc,etc,basta fazer uma pesquisa na net.
” Ou achas que a Devir devia ter um prejuízo ainda maior e publicar as coisas só para aquela minoria extremamente pequena que gosta de ter as coisas todas completas”
Podes colocar ai o Walking Dead.
Claramente a falar sem conhecimento de causa. Red Star, por exemplo, é uma série que ainda está por terminar (e o mais provável é que nunca mais termine, visto há anos não se saber novidades nenhumas da editora independente para onde os criadores da série se mudaram). Mas não, como existem mais dois encadernados, isso quer dizer que a série teve o seu fim publicado. Informa-te antes de abrires a boca.
Bem, falando de Sandman, no seu original, à excepção do primeiro e último volumes que devem ser lidos exactamente nesta ordem, os restantes oito podem ser lidos em qualquer ordem sem alterar a “história”. Portanto, a edição portuguesa não é bem uma adulteração do original, nesse sentido. Foi pena foi não ter sido terminada.
E de resto, já ninguém sabe escrever português correcto por aqui? Credo…
Red Star é um caso (quase isolado e mesmo esse so tem metade do 1 tpb editado,mas como é Devir já é melhor que o da editora original ou ENTÃO NÃO, só existe mais 1 caso parecido,todos os outros casos tem muito material editado a devir ficou-se pelo 1.
E? O que interessa é que não foi continuado, provando que estás errado. Mas há mais exemplos: os TPBs de Shade the Changing Man, de Hitman, de Starman…
Mas foi continuado ha 2 tpbs,e na grande maioria dos casos a Devir fica-se pelo 1 em inumeras series Marvel/DC/Vertigo/Wildstorm/Fb/Mangas,etc,etc,não a existencia de 1 ou 2 casos isolados que serve para provar a tua teoria,mas podes sempre tentar tapar o sol com a peneira.
Quanto a essas series tu indicas nenhuma foi editada em Portugues nem pela Devir nem por nenhuma outra editora
E? O facto é que as razões por detrás das suspensões, quer sejam elas da Devir ou da DC ou da Marvel ou de outra editora qualquer é a mesma, tu é que te recusas a ver isso. Se uma coisa não vende, é descontinuada, a não ser que a editora em questão (ou os criadores) não se importem de perder dinheiro. Mas pronto, isto é tapar o sol com a peneira e não uma razão lógica e válida. Se não te prenderes tanto com a Devir, e com o teu ódio para com ela, perceberias isso…
Eu recuse-me a ver essa é boa,o que na maior parte das vezes acontece é não vendeu o X esperado pela editora,ou melhor pelos engravatados por tras da editora que financiam o titulo(s),e depois que “paga” é o “papalvo” do costume que la as comprou e ficou a ver navios.
Tens de me esplicar o trauma que tens que te leva a escrever sempre o mesmo quando uma pessoa não esta de acordo com a tua santa opinião,la vens tu com o odio,aproveita para ir tratando essa tua mania graxista de opinares a respeito desta editora.
Há aqui pessoal com memória curta ou então que não se apercebem do que se passa à volta deles (tu deves ser um exemplo de ambos os casos!). Tantas foram as vezes que critiquei a editora, até na conferência ou palestra que deram no Fórum BD (ou como se chamava aquilo)… Mas não, eu é que sou graxista por lhes estar a dar o benefício de dúvida. Se bem que, neste tema, nem sequer há benefício de dúvida para se dar, visto que é uma das coisas mais elementares que é ensinada em cadeiras de Economia, Gestão, Contabilidade e similares. Aliás, nem é preciso estar num curso superior para se aprender sobre isto, visto que basta pensar-se um pouco, coisa que a ti parece custar, e vê-se quase de imediato a lógica por detrás do que digo.
Não se trata de uma opinião minha, santa ou não. Trata-se sim de perceber que não compensa, nem é lógico, do ponto de vista financeiro (que, afinal de contas, é isso que interessa às editoras), publicar uma coisa cujos volumes anteriores não venderam. A não ser, claro está, se quiserem perder dinheiro só para satisfazer quem comprou as edições iniciais.
Mas pronto, isto deve ser muito complicado de ver e compreender (para ti, pelo menos)…
podes começar por ler o Sandman 75 The tempest é um stand alone issue, mas será mesmo assim, ou não.
na cronologia vemos que o Dream encontra-se numa taverna com o William shakespear e em troca de lhe dar imaginação para que as suas obras perdurem para a eternidade, pede-lhe que escreva duas peças de teatro para ele a primeira é um solho de uma noite de verão e a outra é o tempestade.
Quanto ao português deixo o critério aos pseudo intelectuais uma vez que Saramago ganhou um nobel a escrever assim. façam vocês a pontuação.
Estou apenas a exercer o meu direito de opinião.
“Trata-se sim de perceber que não compensa, nem é lógico, do ponto de vista financeiro (que, afinal de contas, é isso que interessa às editoras), publicar uma coisa cujos volumes anteriores não venderam. A não ser, claro está, se quiserem perder dinheiro só para satisfazer quem comprou as edições iniciais.”
E tu das-lhe com o beneficio da duvida,só porque tu lhes das nem todos tem que ir atras,quando a não publicarem nada depois do volume 1 é o chamado efeito Meriberica,só que como nem toda a clientela é “papalva” os 1s novos vendiam cada vez menos,eu falo por mim que depois de perceber o esquema pura e simplesmente deixei de compra-los e não devo ter sido o unico.
Agora só tem que se aguentar a tempestade que criaram,como tiveram a planta-la.